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02/01/2015 10:29:09
      
Ano de 2014 em Vilhena é marcado pela perda do “Gilberto Freyre de Rondônia”

Um tiro no coração no dia 16 de setembro deste ano pôs fim à vida de uma das mais brilhantes personalidades culturais de Rondônia. O professor, historiador e militante cultural Emmanoel Gomes se matou, na fazenda de uma amiga a 50 quilômetros de Vilhena, com um revólver emprestado, pondo fim a uma dor que só ele sabia explicar.

Emmanoel Gomes fez História, com “h” maiúsculo, pois escreveu a trajetória das terras rondonienses como ninguém. Sendo assim, o professor fez da própria história de vida, com “h” minúsculo, um enredo que se funde à produção intelectual nestas terras amazônicas.

Um dos fatos mais marcantes que marcaram o intelectual rondoniense morto este ano, pelo menos no ponto de vista deste repórter, é que Emmanoel Gomes produziu uma obra acadêmica que tinha duas características principais. 

A primeira característica é que ele não era ligado, umbilicalmente, à academia. Fazia ciência não como um meio de vida, mas como um passatempo produtivo. Sendo assim, não caiu na armadilha das universidades brasileiras, que consiste em agradar orientadores acadêmicos e fazer uma cópia da cópia de algum historiador famoso.

Já a segunda característica deste intelectual, que provém da primeira, é que ele não produzia História com um viés de esquerda nem de direita. Ele apenas a escrevia, com todas as contradições que os relatos históricos apresentam, sem recorrer a chavões que, em certas universidades, pode ser o suficiente para aprovar um trabalho acadêmico superficial.

Em outras palavras, o professor Emmanoel Gomes teve, guardadas as devidas proporções, características muito semelhantes a Gilberto Freyre, sociólogo brasileiro, autor de um livro de 1933 chamado “Casa Grande & Senzala”, que rejeitou ser professor universitário e que excomungava a ideologia esquerdista ou direitista para explicar a realidade brasileira. Neste sentido, ouso a dizer que Emmanoel Gomes foi o “nosso Gilberto Freyre”.

Neste ano de 2014, o amado professor conseguiu pôr fim a uma história de vida, mas deixa uma História da nossa região como ninguém conseguiria deixar.




Fonte: FS
Autor: Rildo Costa


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