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02/01/2015 13:24:45
      
Cone Sul: produção de grãos aumentou em 2014, mas “gargalos” afetam agricultores

O ano de 2014 foi apenas mais um na caminhada para que o Cone Sul seja campeão na produtividade de grãos em nível estadual. Tendo Vilhena e Cerejeiras como carros-chefes de produtividade, a região sul rondoniense já é conhecida em toda Rondônia como o novo polo de produção de soja e milho do Estado, tendo cerca de 100 mil hectares de área plantada.

A alta na produtividade no Cone Sul em 2014, que já foi constatada por órgãos especializados, vem acompanhado de um alto investimento no complexo industrial agropecuário. Cada vez mais empresas de grande porte, incluindo algumas multinacionais, estão investindo em agências de representações na região, com construção de silos e secadores, entre outras estruturas.

No entanto, junto com o aumento da produtividade dos grãos, em 2014 mais dois problemas continuam, como nunca, sendo evidentes para os agricultores do Cone Sul.

O primeiro entrave diz respeito ao armazenamento. Praticamente não há silos no Cone Sul e, então, os agricultores da região precisam colher e já vender toda a produção, no preço que estiver valendo o grão no momento. O problema é que, quase sempre, o preço de qualquer produto agrícola é baixo na época de colheita. O melhor é armazenar e vender quando a produção estiver numa cotação mais favorável, geralmente no período da entressafra.

Existem projetos de construção de um silo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em Cerejeiras, pelo governo federal, no valor de R$ 19 milhões. Mas, por ora, trata-se apenas de uma promessa política.

O segundo entrave é de logística. Depois de colhida, a soja (e o milho, na entressafra) precisa ser escoada para os centros compradores. Então é aí que reside o problema: o transporte do grão produzido no Cone Sul só tem uma via de saída, a BR-364, com direção imediata para Porto Velho, onde é embarcada num porto no Rio Madeira e, daí, ser transportada para o mundo consumidor, principalmente Ásia e Europa.

Com as rodovias condições deploráveis, o preço alto do combustível e a limitação de carga de cada caminhão, o preço do transporte acaba consumindo boa parte do lucro dos agricultores do Cone Sul, pois o preço da logística do grão acaba sendo remetido à base, onde é feita a produção da lavoura.




Fonte: FS
Autor: Rildo Costa


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