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Terça-Feira, 24 de Outubro de 2017

VALDOMIRO RODEIO
LEO





13/06/2015 10:49:02
      
Vilhena: debatendo segurança, empresários desabafam e polícia tenta explicar

Plano de ação integrada entre polícias devem ser posto em prática 

Durou mais de quatro horas a reunião na sede da Associação Comercial e Empresarial de Vilhena (ACIV) que juntou autoridades e empresários em torno da discussão sobre o aumento da violência na cidade e o que cada um pode fazer para combater e amenizar a onda de crimes, principalmente àqueles relacionados ao patrimônio, como furtos e roubos, e que tem sido cada vez mais frequentes.
Os empresários foram os primeiros a falar e relataram experiências pelas quais passaram ao terem seus comércios invadidos por homens armados e suas vidas, as de seus funcionários e clientes postas em risco. Eles expuseram a indignação pelos altos impostos pagos e pelo pouco retorno quem têm em diversas áreas, inclusive na segurança.
Dentre todas as declarações e questionamentos, uma pergunta levantada por um dos empresários resumiu o que a população quer saber: “Qual é a estratégia de cada um dos organismos policiais aqui presentes para ajudar a resolver esse problema?”
Para o tenente-coronel Rildo, adjunto da CRP-3, a atual situação não será resolvida de imediato. Para o militar, o que se pode fazer é um trabalho paliativo. “Tudo que nós discutirmos aqui hoje não será resolvido nos próximos dias, porque o que vivemos atualmente não é um problema de segurança pública, é um problema de políticas públicas”, disse o policial.
O tenente-coronel revelou ainda que o efetivo policial em Vilhena está com defasagem de 55%. “Nós temos um efetivo hoje em Vilhena que não chega a 50% do previsto, e mesmo assim nós efetuamos prisões todos os dias”, garantiu.
O comandante do 3º BPM, tenente-coronel Darci Hrycyna, expôs alguns números que demonstram o aumento do crime contra o patrimônio. Segundo o comandante, em 2014 foram 1.103 registros de furto e este ano já foram 460; os roubos em 2014 foram 208, e este ano já são 155. “Não estamos nem na metade do ano e falta pouco para superar esses números”, analisou.
O tenente-coronel Gonçalves, Comandante da Regional, que responde por 28 quartéis no Cone Sul e na Zona da Mata, revelou que remanejará da cidade de Cacoal duas unidades do Grupo de Operações Especiais – GOE, para reforçar o patrulhamento nas ruas vilhenenses. 
Mas, apesar de concordar que o número de policiais é inferior ao ideal para uma cidade do tamanho de Vilhena, Gonçalves contradisse àqueles que julgam que a cidade está sem policiamento. “Para aqueles que afirmam que Vilhena está ‘despoliciada’ eu digo que não, hoje nós colocamos na rua entre sete e oito viaturas por turno de serviço”, informou. 
Além do remanejamento temporário do GOE de Cacoal para Vilhena, o que ficou acertado foi a proposta do Inspetor Lobato, da Polícia Rodoviária Federal, que sugeriu uma reunião entre as polícias Militar, Civil, Rodoviária Federal e Federal para traçar um plano de ação integrado entre as forças policiais que deve ser colocado em prática nos próximos dias.  
Também participaram do debate o representante da Polícia Civil, Polícia Federal, Ministério Publico, e Juizado criminal. O prefeito Zé Rover (PP) e o presidente da Câmara de Vereadores Junior Donadon (PMDB) também estiveram presentes. 
  



Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci


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