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CLARETIANO
LEO





07/12/2015 17:56:11
      
Diante de colegas do Cone Sul, prefeito de Vilhena tenta repassar hospital para Estado

Crise da Saúde local atinge região e Noroeste do Mato Grosso

Reunidos durante toda a manhã desta segunda-feira (07) no auditório do Hospital Regional de Vilhena, prefeitos de cidades do Cone Sul, secretários municipais de saúde da região, promotores públicos e o secretário Adjunto de Estado da Saúde, além de médicos e enfermeiras do próprio HR discutiram números e debateram soluções para amenizar a crise instalada no segmento. Os debates se concentraram nos problemas que atingem a rede local e que afetam diretamente os municípios das regiões Sul de Rondônia e Noroeste do Mato Grosso. 
Uma hipótese que veio à tona há algum tempo e que conta com o apoio do prefeito Zé Rover (PP) é a de repassar o HRV para o Estado, ideia que já foi refutada em outras ocasiões pelo titular da Secretaria de Estado da Saúde (SESAU) Williames Pimentel e voltou a ser afastada hoje pelo adjunto da Pasta, Luiz Eduardo Maiorquim. “Não há nenhuma possibilidade do Estado assumir o Regional de Vilhena, estamos saturados”, disse. 
Os números apresentados evidenciaram que, praticamente todos os municípios do Cone Sul, extrapolaram a quantidade de atendimentos previstos para procedimentos cirúrgicos. Como exemplo, pode-se citar o município de Colorado do Oeste, cujo número de cirurgias pactuadas era de 193, mas mandou 693 pacientes para cirurgias em Vilhena. “Quem banca as intervenções não pactuadas é o município de Vilhena”, disse um dos médicos do HRV, que participaram da reunião.
Por sua vez, os municípios alegam que estão ajudando como podem a saúde de Vilhena, inclusive com o envio de medicamentos e insumos básicos. 
Da mesma forma, em coro, os prefeitos e secretários reconheceram a importância do perfeito funcionamento da saúde vilhenense para todos os municípios deste extremo do Estado. E revelaram que os gastos aumentarão consideravelmente se tiverem que enviar seus pacientes que precisão de cirurgias de média para Cacoal ou Porto Velho. 
O que ficou evidente é o consenso de todos os municípios do Cone Sul de que a falência da saúde de Vilhena significa também a bancarrota do sistema no Sul de Rondônia. 
Algumas propostas foram feitas, uma delas o repasse do Governo Estadual de R$ 300 mil mês, durante três meses, para amenizar a situação periclitante na qual se encontra o HRV. Mas, a proposta foi rechaçada pelo adjunto da SESAU, que argumentou que não adianta enviar mais dinheiro sem antes descobrir o ralo por onde is recursos estão saindo. “O Governo Confúcio tem ajudado a saúde de Vilhena e continuará ajudando, mas o que podemos oferecer, e trouxemos técnicos para isso, é fazer um planejamento estratégico para buscarmos uma solução”, disse Maiorquim. 
No centro da turbulência, o prefeito Zé Rover, que antes do início da reunião ouviu o desabafo de um paciente que explicitou que não há o mínimo necessário para o atendimento do público. Segundo narrou o denunciante, sequer há antibiótico no HRV. Rover disse que o município evoluiu muito na saúde nos últimos anos, mas admitiu que, “infelizmente o momento é de crise”, e argumentou que a ajudando a cidade, o Governo estará auxiliando toda a região. 
Rover revelou que solicitou ao governador Confúcio Moura (PMDB) que a parcela da UTI que a prefeitura ainda tem direito seja revertida em medicamentos e insumos. Na reunião, o prefeito vilhenense ao adjunto da SESAU que analisasse a possibilidade de enviar R$ 150 mil em medicamentos do estoque do Estado, enquanto o processo de compra do repasse da UTI não é concluído. “Essa quantia nos manteria em atividade até janeiro”, disse Rover. 
A única coisa que ficou decidida ao final da reunião é que o HRV seguirá sob a responsabilidade do município e que prefeitos e secretários de saúde devem ir ainda esta semana a Porto Velho buscar junto ao governador Confúcio Moura uma solução para a saúde do Cone Sul.  



Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci


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