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Quarta-Feira, 25 de Abril de 2018

Claretiano
Rondocap

01/04/2016 10:58:20
      
Homem que matou a mando do patrão em Chupinguaia é inocentado em Vilhena

Réu foi julgado por assassinato cometido em 1998
 
Ontem (quinta-feira, 31) o Tribunal do Júri, julgando mais um crime registrado no Cone Sul, realizou a nona sessão e analisou um caso ocorrido há quase duas décadas no município de Chupinguaia. 
Segundo consta nos autos, Paulo Rogério da Silva, hoje com 40 anos, teria assassinado Eugênio Martinelli no dia 19 de setembro de 1998 com um disparo de espingarda, agindo em parceria com Antônio Carlos (já falecido), que era seu patrão, e que não foi levado a julgamento.  A motivação para o crime seria uma dívida que Paulo Rogério tinha com a vítima, de quem havia comprado algumas cabeças de gado. 
Os autos traziam contra o réu duas acusações: homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima; e ocultação de cadáver. 
Em sua fala, a promotora de justiça Rhyzeane Alaíde Cavalcanti de Morais, pediu aos jurados que decotassem a qualificadora de motivo torpe por entender que não havia prova cabal para sustentar a tese. Mas, defendeu a condenação do réu pelo homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa da vítima e pela ocultação de cadáver. 
Para a promotora, Paulo Rogério agiu em acordo com seu patrão para matar a vítima. “Uma testemunha ouviu o Paulo combinando com Eugênio de virem a Vilhena para que receber o dinheiro que lhe devia”, disse à promotora, que relatou ainda, com base nos altos, que o réu acompanhou a vítima pela estrada, na Linha 90 do distrito de Corgão, até o ponto onde ele foi alvejado com um tiro de espingarda calibre 20. Depois, o corpo foi ocultado na mata.       
A defesa do réu foi feita pelo defensor público George Barreto Filho. Ele defendeu a tese principal: coação moral e irresistível. Para o defensor, Paulo Rogério foi coagido psicologicamente por seu patrão, por quem o autor do crime, no entender Barreto Filho, foi conduzido aos atos criminosos. “Foi ele que guardou o gado, a arma era dele, ele sabia da situação, e mesmo assim foi retirado do processo; no meu entendimento, cedo demais”, disse o defensor e continuou: “Seu Paulo não sabe quantos anos tem hoje, não sabe que idade tinha à época dos fatos, acham que ele tem o domínio do fato?”, questionou.  
Como tese alternativa, Barreto Filho pediu que reconhecessem a participação de menor importância, decotando a co-autoria e reconhecendo a participação. Pediu ainda a exclusão das qualificadoras em relação ao crime de homicídio. As mesmas teses foram apresentadas para o crime de ocultação de cadáver. 
Os jurados aceitaram as argumentações da defesa de que Paulo Rogério agiu sob coação moral e irresistível e absolveram o réu das acusações. 



Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci


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