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CLARETIANO
LEO





19/04/2016 15:34:33
      
Em Vilhena, curso ensina peritos, PMs e Bombeiros a preservarem cenas de crimes

Palestrantes de Porto Velho estiveram na cidade ontem

Os peritos da capital também ministraram palestras à PMs e Bombeiros sobre a importância da preservação do local do crime
Uma equipe de peritos da Superintendência de Polícia Técnico-Científica estiveram ontem (segunda-feira, 19), em Vilhena, onde ministraram, no auditório da Ciretran, uma palestra dirigida a peritos criminais, policiais militares e bombeiros, destacando a importância da conservação do local do crime para a realização do trabalho da Politec. 
Já no período da tarde, a equipe, formada pelos peritos Engenheiros Edison Rigoli Gonçalves e Cezar Moretti, e também pela perita Odontóloga Legal Talita Lima de Castro, ministraram curso de instrução de nivelamento de conhecimento.
  Rigoli Gonçalves falou da importância do desvinculo da POLITEC da Polícia Civil, o que ocorreu no ano passado. “A Polícia Técnico-Científica está fora do âmbito da Polícia Civil. No caso de Rondônia, especificamente, a vantagem disso é que conseguimos articular administrativa e financeiramente os investimentos na perícia; a perícia trabalha com ciência, e ciência tem um custo diferenciado em relação aos outros órgãos de segurança pública. A nossa visão é a aquisição de equipamentos, é trazer tecnologias novas”, disse o perito, ressaltando que muitas vezes os investimentos que chegam à segurança pública são usados para aquisição de armamentos e veículos, e a perícia ficava à margem. 
De acordo com Rigoli Gonçalves, Porto Velho já conta com uma estrutura com sessões específicas. Modelo que será interiorizado com a criação de Núcleos de Criminalísticas. “Nós vamos ter núcleos integrados IML/Instituto de Criminalística, em Ji-Paraná, Ariquemes e Cacoal, que possibilitará que muitos dos exames que são feitos na capital sejam realizados nessas unidades”, disse.      
O palestrante destacou ainda que, além disso, há a possibilidade de se fazer convênios com  universidades e Institutos Tecnológicos. “Isto já acontece em Porto Velho e será estendido para o interior. É usar a tecnologia dos laboratórios desses institutos e universidades para trazer benefícios para a perícia, trazer possibilidade de identificação de autoria”, pontuou. 
A mão-de-obra é outro ponto apontado pelo perito como fator que terá uma evolução com a independência da Politec. “A questão da melhoria da mão-de-obra necessária para ser usada dentro da Politec é outra vantagem que nós estamos tendo. Os próximos concursos vão ser realizados pela Politec, e a tendência é trazer profissionais de nível médio e técnico para auxiliar os peritos, além das áreas específicas de formação de nível superior”, disse. 
Com relação à implantação de um núcleo em Vilhena, Rigoli Gonçalves revelou que o projeto original também contemplava Vilhena, Rolim de Moura e Guajará-Mirim.  “O que ocorreu foi que o Governo teve que diminuir um pouco os investimentos nesta área, para direcionar para outras, e empréstimo do PIDISE foi usado, mas com a Politec há uma previsão agora que a gente desenvolva um núcleo em Vilhena, que por ser uma área de fronteira tem investimentos específicos para Vilhena”, revelou, salientando que já estaria sendo desenvolvido um projeto pela superintendência em Porto Velho. “Talvez não nos mesmos moldes dos outros que serão instalados no interior, mas em condições bem melhores do que há hoje”, concluiu. 
Em sua fala, o engenheiro Cezar Moretti, que tratou da importância da preservação do local do crime, disse ser de relevante importância o trabalho da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros nesta ação, já que na grande maioria das vezes são eles os primeiros a chegarem ao ponto do fato. E enumerou alguns cuidados que estes profissionais precisam ter quanto ao isolamento da área e procedimentos para não contaminarem a cena do crime. E concluiu afirmando que, “se a vítima sobrevive, ela conta sua versão, mas a versão de quem morreu quem conta é o perito, por isso a importância da preservação do local do crime”.
Já a perita Talita Lima de Castro falou a Cadeia de Custódia, que é o conjunto de medidas adotadas para o acompanhamento e registro de todos os eventos e movimentações da prova criminal. Lima de Castro também fez breve relato sobre os exames forenses de DNA e frisou, concordando com os colegas, a importância da preservação da cena do crime. 
O coordenador da Politec em Vilhena, João Gilmar de Souza, disse da importância do momento pela integração dos órgãos de segurança pública, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. “Eles são os nossos parceiros nos locais dos crimes, normalmente chegam primeiro  para fazer a preservação, para que o perito possa fazer a coleta dos vestígios e posteriormente produzir o laudo”, disse salientando a importância de esses agentes estarem familiarizado com os procedimentos afim de não contaminarem o local do crime. 



Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci


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