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CLARETIANO
LEO





03/05/2016 10:27:33
      
Pesquisadora vilhenense usa tragédia aérea em Trabalho de Conclusão de Curso

Acadêmica do IFRO de Vilhena mostra aplicação da matemática na Aviação Civil

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da acadêmica Diomar Pereira Soares , da primeira Turma de Matemática do IFRO, campus de Vilhena, defendido na semana passada para um auditório lotado, traz um estudo de caso sobre o Vôo 1907 da Gol, que caiu em meio a uma floresta no Mato Grosso, após colisão com um jato executivo, em setembro de 2006, matando todas as 154 pessoas à bordo do avião, e demonstra a Aplicação da Matemática na Aviação Civil. 
Diomar reuniu, em seu trabalho, que requereu dela mais de um ano de pesquisa até o texto final ficar pronto, duas paixões: Aviação e Matemática. “Eu sempre gostei dos estudos relacionados ao espaço; mas foi quando meu irmão se tornou piloto há uns quatro anos que  que eu tive um contato mais direto com a aviação. E a matemática, o amor por ela surgiu desde criança, então, quando eu iniciei o curso, já sabia que o meu TCC iria ser sobre o espaço, só não sabia ainda a área, mas que seria sobre o espaço seria”, disse a estudante.  
A jovem pesquisadora apontou o Congresso Norte Nordeste de Tecnologia e Inovação – CONEP, que aconteceu no Acre e do qual ela participou, como revelador para o direcionamento de sua pesquisa. “Lá eu pude conhecer a dimensão do que era pesquisa, e como eu nunca havia feito uma pesquisa científica, tinha várias dúvidas, e o CONEP sanou muitas delas; lá eu conversei com vários estudantes, principalmente da Região Nordeste, vi como eles abordavam a área da pesquisa e isso facilitou muito na hora de executar meu trabalho”, pontuou.
Ao longo do desenvolvimento da pesquisa, Diomar realizou visitas técnicas a diversos órgãos ligados à aviação, além de um estudo de caso do Vôo 1907, da Gol. “As visitas técnicas propriamente ditas foram na Região Centro-Oeste, especificamente nas cidades de Goiânia, Anápolis e Brasília, onde conheci todos os órgãos voltados para a aviação civil: ANAC, SAC, SINDACTA 1, SENIPA, Ministério da Defesa e também o Memorial das Vítimas da Gol, que se encontra no Jardim Botânico de Brasília”, revelou a acadêmica. 
Todo o trabalho de catalogação da dados, visitas técnicas e o estudo de caso buscava responder uma pergunta: qual a aplicação da matemática na aviação civil? E a resposta, segundo a pesquisadora, é: tudo. “Depois que participei do edital da visita técnica, que  conheci os órgãos reguladores, que adentrei mais no universo da aviação, eu vi que ele é matemática pura. Em todos os ramos, desde a teoria dos vôos até a parte de navegação aérea, a matemática está impregnada do começo ao fim do processo”, argumentou a acadêmica e  apontou: “Uma coisa que eu achei muito constante são as resoluções de cálculo. Mesmo se trabalhando com auxílio de radares e equipamentos de última geração, os cálculos matemáticos nunca são deixados de lado, até porque imprevistos acontecem, as máquinas falham, mas os cálculos não”.  
O trabalho de Diomar foca a aplicação da matemática voltada para a aviação civil. E o estudo de caso do Vôo 1907 possibilitou a estudante provar o uso da matemática na aviação civil. “Este Vôo me intrigou pela apresentação de alguns fatos relacionados às questões de níveis pares e níveis ímpares, a letra Z que aparece no acidente, e também aparece na matemática, o sinal de mais, que também aparece no acidente e na matemática, e mais a questão dos vetores me chamou muita a atenção, então eu percebi que esse acontecimento, mesmo sendo trágico, seria um bom mecanismo de trabalho para eu poder provar minha tese”, afirmou.
Diomar, que agora trabalha num artigo científico sobre o tema, destaca o papel importante do IFRO em sua formação. “No decorre da trajetória do curso de matemática a gente passou por várias dificuldades, como todos os cursos, mas o Instituto me proporcionou várias oportunidades, como o caso da visita técnica, sem sombra de dúvida, para o meu trabalho participar um edital de visita técnica no qual eles custearam a minha viagem, a minha pesquisa, o que me possibilitou a tranquilidade e a segurança para a realização do meu trabalho”, analisa.  
A jovem reconhece a importância dos professores que a orientaram ao longo da pesquisa e explicita agradecimentos à Antônio Sérgio F. santos, orientador; e Renato Del  Manico, co-orientador. “Eu aprendi muito com eles e espero que eles tenham aprendido alguma coisa comigo”, pontuou.  



Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci


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