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CLARETIANO
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06/01/2017 11:59:58
      
Sindsul e Sintero classificam como retrocesso fim de eleições em escolas municipais de Vilhena

Estado encontrou saída para não desobedecer a lei

A administração da prefeita Rosani Donadon (PMDB), através de sua secretária de Educação, Raquel Donadon, divulgou nesta semana a lista de todos os diretores e vice-diretores nomeados (FOTO) pela nova administração. O só que foi possível após a revogação da lei que regulamentava as eleições para estes cargos, há alguns dias. A FOLHA conversou com os sindicatos da classe que representam os trabalhadores na Educação em Vilhena e no Estado: ambos declararam estar decepcionados com a medida e consideram um retrocesso nas conquistas da Gestão Democrática.

Em âmbito estadual a situação já foi pacificada. Frente a inconstitucionalidade das eleições, reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, o Sintero (Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado Rondônia) lutou pela alteração da lei. “Determinar que sejam nomeados os diretores é um retrocesso de tudo aquilo que conquistamos, principalmente em relação à lei da Gestão Democrática. Infelizmente eles estão andando na contra-mão. É uma boa desculpa para indicar diretores que serão cabos eleitorais da administração”, lamenta o diretor regional do Cone Sul do Sintero, João Assis da Silva. 

A sugestão de João é fazer o que o Estado fez: alterar a lei para que os diretores e vice-diretores sejam escolhidos por consulta pública. “É só mudar a redação para não entrar em conflito com a Constituição. Em vez de eleição, é consulta”, revela. 

No mesmo tom, o presidente do Sindsul (Sindicato dos Servidores Municipais do Cone Sul), Wanderley Ricardo Campos, promete fiscalizar as ações da administração para não deixar que a medida prejudique a Educação municipal. “Sabemos que a revogação é um retrocesso. Ainda assim, temos uma lei que assegura exigências importantes para quem será nomeado. Vamos ficar de olho para ver se vão respeita-la”, garante. 

Wanderley explica também que o assunto será colocado em pauta no Sindicato para os filiados elaborarem a reação mais apropriada, como a alteração do texto da lei para consulta pública. “Essa é uma boa alternativa. Vamos colocar plano e analisar a melhor forma de executar isso”, completa.

Em entrevista à FOLHA, uma secretária de uma escola pública municipal, que preferiu não se identificar, afirmou que a mudança dos diretores para servidores nomeados pode ocasionar diversos problemas. “Recebemos um diretor que nunca esteve na escola, não conhece nossa realidade, não concorda com o modo de trabalho que desenvolvemos ao longo de vários anos para o bem dos alunos e que, acima de tudo, não foi escolhido por nós. Todos os anos de luta que tivemos para conseguir a Gestão Democrática deram resultados por apenas 4 anos e agora tudo acaba, sem mais nem menos? É uma pena que os professores e a classe não estejam se mobilizando contra isso”, expõe.



Fonte: Folha do Sul
Autor: Herbert Weil


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