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17/02/2017 17:01:13
      
Força-tarefa explica ação na SEDAM de Vilhena e suspeita da participação de políticos em esquema

MP já encontrou irregularidades na derrubada de mais de 2 mil hectares

No final da manhã desta sexta-feira (17), representantes dos órgãos que estão à frente das investigações da “Operação Floresta Nativa”, que levaram ao afastamento e monitoramento eletrônico do atual chefe da SEDAM em Vilhena, o engenheiro florestal José Trindade Lobato, e do ex-chefe da mesma unidade, Pedro Müller, em entrevista coletiva no Ministério Público.  revelaram que as apurações estão ainda não início, mas que as pericias realizadas em algumas das Autorizações Especiais já confirmaram o desmate de forma irregular de uma área aproximada de 2 mil hectares. 

O promotor Pablo Hernandes Viscardi, curador do Meio Ambiente, explicou que as investigações tiveram inicio há cinco meses, por causa de verificações da Polícia Ambiental no Cone Sul do Estado. Fiscalizações em propriedades rurais não apenas de Vilhena e Chupinguaia, coberta pela comarca da primeira cidade, mas também nos municípios de Cerejeiras, Colorado e Cabixi, apresentaram irregularidades. 

Esses proprietários das áreas fiscalizadas apresentaram Autorização Especial, documento administrativo que é emitido para a limpeza de pastos e capoeira, e que, no entanto,e estava sendo utilizado para a derrubada de área de floresta nativa. “Nós solicitamos a carta imagem com fotos de satélite e verificamos que realmente houvera uma derrubada de mata nativa e determinamos perícia do MP, que  comprovou o crime ambiental”, disse o promotor. 

Viscardi revelou acreditar que a situação verificada na SEDAM de Vilhena se estenda a outras unidades do Estado. “Esta é uma situação peculiar que eu acho que não está ocorrendo só no Cone Sul, mas que pode estar acontecendo no Estado todo, com a participação de alguns funcionários da SEDAM”, disse, revelando que a instalação do inquérito civil visa buscar a reparação dos danos ambientais e eventual indenização. Além da infração administrativa e a responsabilização criminal.

O delegado regional da Polícia Civil, Fabio Campos, explicou as medidas cautelares e o cumprimento de busca e apreensão de documentos na sede da SEDAM e nas residências dos suspeitos. “A apreensão foi feita principalmente de Autorizações Especiais para a limpeza de capoeira e queima”, relatou Campos, revelando ainda que nos seis primeiros documentos analisados já foi confirmada a devastação de 2 mil hectares de floresta nativa. “E isso aconteceu com o acobertamento do próprio órgão que deveria fiscalizar e combater essas derrubadas”. 

Segundo a força-tarefa, há indícios de envolvimento de políticos no esquema, mas tudo ainda está no início da apuração. Também não descartou a participação de outros servidores do órgão investigado.  As Autorizações Especiais emitidas nos últimos dois anos estão sendo investigadas, e no total são 112 processos foram colocados sob suspeita.  

“Na investigação tem coisas que eu não posso detalhar, mas é certo que isso não era feito de graça; afinal, são crimes de falsidade ideológica, crime ambiental, e essa questão do recebimento de propina é outra vertente que a investigação irá averiguar os indícios que já temos”, revelou. 



Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci


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