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04/04/2017 09:58:42
      
Vilhenense denuncia: famílias pagam serviço funerário mas recebem “enganação” na capital

R$ 3 milhões já foram pagos para a Central de Óbitos, acusa Nino

Um impasse se arrasta há meses entre prefeitura de Porto Velho, a Central de Óbitos da Capital e as funerárias do interior de Rondônia, após a criação da Central, quando adotou-se a prática de cobrar entre R$ 900,00 à R$ 1.500,00 das famílias de outras cidades cujos entes morrem em Porto Velho. Conforme a lei criada pelo município, todo óbito tem que passar pelo serviço de Tanatopraxia para que possa ser translado até o destino final. Os valores estipulador tem que ser pagos à vista, mesmo que a família não tenha condições de bancar a despesa. 

Segundo o Adenilson Gouvea da Silva, proprietário da Funerária São Matheus, em Vilhena, a lei criada pela prefeitura de Porto Velho vai contra a constituição, prejudicando as funerárias do interior e principalmente as famílias, que em muitos casos são pessoas que não dispões de recursos financeiros para arcar com os custos exigido. “É um absurdo o que a prefeitura da capital está fazendo com as famílias que perdem seus entes queridos em Porto Velho: caso não tenham dinheiro, elas não recebem o mínimo de amparo, não é dado a essas famílias a oportunidade de sepultarem seus parentes com dignidade”, diz Ademilson.

Gouvea, que também é conhecido como “Nino da Funerária” disse ao FOLHA DOSUL ON LINE que além da cobrança indevida, as famílias são obrigadas a realizar todos os serviços funerários com empresas da capital, sem poder fazer a livre escolha. O empresário comentou que muitos serviços realizados em Porto Velho são “uma enganação”: as famílias pagam pela tanatopraxia, mas quando o corpo chega em seu destino final,  profissionais constatam que não foi realizado nenhum procedimento, apenas cobraram da família. “Temos casos em que as famílias estão pagando pelo serviço, mas eles não são realizados. Já recebi corpos que nem banho eles deram, e cobraram mais de mil reais da família. Familiares ficam à mercê da sorte quando ocorre óbito na capital. Nem mesmo fazer a escolha de quem vai oferecer o serviço a famílias podem. A Central Funerária que veio para auxiliar acabou prejudicando todos”, dispara Nino.

Nino ainda disse que em muitos casos o óbito ocorre de madruga e a família só consegue retirar o corpo 12 horas após. Teve caso que a retirada passou de 24 horas, tudo devido essa burocracia implantada pela central. “É inadmissível o que a prefeitura de Porto Velho está fazendo, é um descaso total, as autoridades tem que rever esta lei urgente, não podemos deixar que essa máfia implantada pela central de óbitos continua”, comenta Gouvea.

Ademilson acredita que já foram pagos mais de R$ 3 milhões para a Central de Óbitos e em muitos casos os serviços não foram realizados e famílias acabaram lesadas.

AUDIÊNCIAS
Visando uma regulamentação do setor funerário já foram realizadas três audiências envolvendo a assembleia legislativa, prefeitura, central de óbitos e funerárias da capital e do interior. 

O deputado estadual Alex Redano é quem esta a frente das negociações, para que o bom senso possa prevalecer.



Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação


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