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CLARETIANO
LEO





12/04/2017 09:26:38
      
Sabatinado na Câmara, secretário cutuca vereador e revela situação da Saúde em Vilhena

“Secretário de Saúde é igual remédio: tem bula e data de vencimento”

Convocado a dar explicações sobre como anda a Saúde em Vilhena, o Secretário Municipal responsável pelo setor, Marco Aurélio Blaz Vasques, compareceu ontem, terça-feira 11, na Câmara de Vereadores e, durante cerca de duas horas, respondeu as perguntas dos parlamentares.

O vereador Rogério Golfeto (PTN), propositor da convocação do secretário, abriu os questionamentos e quis saber sobre a real situação do Hospital Regional Adamastor Teixeira de Oliveira, especificamente no tocante a medicamentos.

De acordo com Vasques, “há várias frentes de trabalho, a primeira é relacionada a uma emenda parlamentar de mais de R$ 1 milhão; esse é um recurso para a Secretaria de Estado da Saúde, que operacionaliza; cerca de R$ 700 mil foram empenhados no início de janeiro, e desse montante já foram entregues algo entorno de R$ 400 mil de medicamentos, material penso e insumos”. 

Ainda de acordo com Vasques, os outros R$ 300 mil ainda não foram entregues porque a Secretaria de Estado não os recebeu. “O país passa por uma crise e os distribuidores de laboratórios também sentem essa crise”, disse.

Uma alternativa para resolver o problema é usar os recursos próprios do município, recebidos da União, através de repasses. “A nossa opção foi fazer adesão a atas de preços de outros entes, para que fizéssemos de forma mais rápida. E assim nós conseguimos diversos medicamentos, que ainda não foram entregues porque estamos finalizando o processo”, disse o secretário e continuou: “A verdade é que nós estamos trabalhando desde o dia 1º de janeiro de forma improvisada, combatendo incêndio dia a dia, sofrendo muito, com falta de alguns itens, mas não deixamos, até agora, de atender nenhum paciente por falta de materiais”.

O secretário garantiu que no mês de maio será estabilizado o estoque de medicamentos do Hospital Regional. “Já os medicamentos da Farmácia Básica e Caps, estão sendo licitados e terão uma demora maior”.

FALTA DE MÉDICOS
De acordo com Vasques, a Secretaria de Administração pediu o desentranhamento do processo do concurso público de médicos e técnicos de enfermagem. “Existe o processo em andamento para a realização do concurso e nós optamos em fazer outro teste seletivo, abrindo as 53 vagas disponíveis e oferecendo aos profissionais éticos essa oportunidade de contratação. Tivemos 114 candidatos, convocamos cerca de 40 na primeira leva, e numa segunda chamada mais 26. Eu acredito que ao final desse processo nós conseguiremos preencher essas vagas”. 

O secretário revelou que esta semana foram assinados os contratos com um oftalmologista e um neurologista. “Então nós vamos conseguir oferecer à população essas duas especialidades que não tínhamos, vamos conseguir oferecer um médico pediatra acompanhando a saúde da família”, disse e continuou: “O ruim é que até este momento não conseguimos fechar a escala do pronto socorro, mas eu não tenho dúvida que a medida em que as convocações avancem, conseguiremos fechar naturalmente esta escala”.

ALIMENTAÇÃO 
O vereador Célio Batista (PR) questionou sobre a comida servida no Hospital Regional. “Conversei com uma cozinheira e ela disse que estava com vergonha de servir aquela comida aos pacientes”, disse Batista. 

“A alimentação hospitalar que está sendo servida hoje é a mesma oferecida em novembro e dezembro de 2016 durante a administração anterior”, explicou, cutucando o vereador, que era prefeito interino na época. E continuou: “Há uma discussão em relação à alimentação, o diretor do hospital defende que façamos a terceirização, mas eu não tenho este convencimento ainda, porque não pude verificar o custo benefício dessa terceirização”, pontuou.   

“Meu pedido inicial de seis meses continua sendo um pedido inicial de seis meses, o que acontece é que no primeiro momento a gente diz que precisa deste prazo para iniciar os processos de transformação, e com dez dias você começa a ser cobrado. O secretário de Saúde é igual remédio: tem bula e data de vencimento”, desabafou. 

UTI
De acordo com o secretário, a UTI de Vilhena diminuiu a taxa de mortalidade em 18%: a taxa de óbitos hoje é de 36% da taxa de internação. “É uma taxa extremamente aceitável, se levado em consideração a taxa de óbitos nas UTIs do Estado, que é de 50%. E isso foi possível porque, com o apoio do Estado, fizemos manutenção em todos os equipamentos da UTI, inclusive na usina de oxigênio. Nós buscamos uma médica do Estado, cedida ao município, que com falta de medicamentos, com todas as dificuldades, conseguiu dar uniformidade ao procedimento e funcionamento da UTI”, concluiu.  



Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci


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