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12/04/2017 11:00:08
      
Em audiência, um vereador falta e outro chora; testemunhas foram ouvidas esta semana

Dono do loteamento foi ouvido por juíza em Vilhena

Durou mais de sete horas a audiência de instrução e julgamento de seis dos vereadores acusados de corrupção e lavagem de capitais em Vilhena. A sessão, que foi remarcada para ontem (terça-feira, 11), foi presidida pela juíza de direito Liliane Pegoraro, no Fórum Criminal. 

Durante o período da manhã, foram ouvidas as testemunhas de acusação e, na parte da tarde, as de defesa. Alguns depoimentos serão colhidos por carta precatória e não houve tempo o suficiente para que os réus fossem ouvidos e a audiência foi remarcada para o dia 22 de maio, quando possivelmente encerrará esta fase processual, abrindo prazo para ser proferida a sentença.   

São denunciados no processo os ex vereadores José Garcia (sem partido), Jairo Peixoto (PP), Marta Moreira (PSC), Junior Donadon (PSD), que anunciou o interesse de renunciar ao mandato, e os reeleitos Wanderlei Graebin (PSC) e Carmozino Alves (PSDC). Todos foram presos no final do ano passado, após flagrante da Polícia Federal, que encontrou documentos e dinheiro sendo carregados no carro do então vereador Garcia, que conforme a denúncia seria o operador do esquema que trocava benefícios pela aprovação de loteamentos e rateava a propina com os demais parlamentares.  

O dono do empreendimento imobiliário acusado de pagar os acusados, João Freitas, também está entre as testemunhas ouvidas, mas seu depoimento foi colhido na primeira oitiva, que precisou ser suspensa, após a manifestação dos advogados de defesa, que alegaram cerceamento. Na ocasião, a magistrada atendeu o pedido e abriu vistas ao termo de colaboração premiada assinado pelo empresário, redesignando a audiência, que ocorreu ontem dentro da normalidade. 

Chamou a atenção dos participantes, o comportamento do ex vereador José Garcia (sem partido) que aguardava do lado de fora, abatido e chorava muito. Por motivo de saúde, Junior Donadon não compareceu. É possível que nenhum dos réus se manifeste quando for a vez deles serem ouvidos. 

Apesar de evitar falar sobre as teses de defesa utilizadas para desclassificar os tipos penais imputados aos acusados, uma fonte revelou que todos negam a participação no esquema. Até o momento, nenhuma testemunha, com exceção de João Freitas, confirmou ser “laranja” dos vereadores. Foi apurado ainda que a maioria dos depoentes na fase inquisitiva do processo teria sido pressionada a afirmar o que consta no depoimento à Polícia Federal. As informações foram modificadas em juízo. 




Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação


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