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13/04/2017 13:59:21
      
Através do karatê, voluntário desenvolve ação que se reflete no desempenho escolar em Cerejeiras

Treinador usa espaço cedido em ginásio para treinar os atletas

Usar o karatê como meio para fazer uma ação social. Atraídos pelas artes marciais, garotos e garotas são inseridos num processo de desenvolvimento físico e mental. Este é, em resumo, o trabalho que um voluntário desenvolve há mais de 15 anos em Cerejeiras.

O treinador de karatê Everton Beatto iniciou as aulas da Associação Nakayama de Karatê Shotokan (ASNAKA) em 2002, em Cerejeiras. Desde então, o voluntário, um servidor público da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (IDARON), treina os atletas de karatê duas vezes por semana, nas noites de terças e quintas às 19h00.

Atualmente quase 50 alunos, de 5 anos para cima, de ambos os sexos, participam do projeto. Mas, contando desde o início, mais de 800 atletas já foram treinados pelo voluntário. A maioria dos alunos é de baixa renda e muitos deles em vulnerabilidade social, provindos de famílias desestruturadas e vítimas dos mais diversos flagelos socioeconômicos.

Os alunos que não são de baixa renda contribuem com o projeto através de uma mensalidade de R$ 40,00, valor revertido para a associação. Mas, segundo Everton, esse valor não dá para pagar os custos da ASNAKA. “No geral, as autoridades públicas de Cerejeiras ainda não entenderam a relevância social deste projeto” disse.

Para a iniciativa poder atender melhor, segundo o treinador, seriam necessários mais equipamentos e um local adequado para os treinos. Atualmente, os treinos acontecem num espaço anexo do ginásio poliesportivo Dirceu Campagnolli, cedido pelo poder público municipal.

Assim que são matriculados no projeto, os pequenos atletas têm um acompanhamento escolar e social feito pelo mestre. “O karatê é um instrumento de desenvolvimento físico e mental. O objetivo é usar esse esporte para formar pessoas com estrutura mental forte, e principalmente a disciplina. Neste aspecto o karatê é diferente dos outros esportes”, disse Everton Beatto.

Os alunos da ASNAKA têm também um acompanhamento de produtividade escolar. “É preciso estar matriculado em instituição de ensino para poder participar do projeto. O karatê também ajuda no desenvolvimento escolar. A maioria dos atletas melhora as notas escolares quando começam a treinar”, afirma o voluntário. 

Há pessoas que foram treinados pelo voluntário alguns anos atrás e hoje são cidadãos que estão vivendo com dignidade e economicamente estáveis, segundo o FOLHA DO SUL ON LINE pôde apurar.

A dona-de-casa Daniele Engelmann tem um filho de 8 anos que participa dos treinos de karatê da ASNAKA. “Meu filho aprende muita noção de disciplina e se desenvolve melhor na escola. Além disso, ele ocupa a mente com uma coisa boa”.

A reportagem do site esteve num dos treinos dos atletas da ASNAKA na última quinta, 6. Neste dia, o comerciante Dalmo Ricardo estava levando o filho dele, de 5 anos, pela primeira vezpara treinar karatê. “Achei interessante e meu filho queria muito treinar karatê. Fico feliz por ele ter uma coisa boa para ocupar o tempo”, disse o pai do mais recente pequeno atleta de uma iniciativa social que usa o karatê para fazer o bem em Cerejeiras.



Fonte: Folha do Sul
Autor: Rildo Costa


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