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15/06/2017 13:39:00
      
Vilhena: pais aprovam “militarização” e maior escola do Cone Sul vai se chamar Colégio Tiradentes

Novo regime administrativo deve ser implantado no segundo semestre

Mesmo com o processo de militarização já em curso, ontem foi realizadA uma audiência na Escola Zilda da Frota Uchôa, a maior escola do Cone Sul do Estado, para mais uma vez debater o tema e ouvir a opinião dos pais presentes à reunião. 

Além da direção da escola e dos pais, estiveram no evento representantes do SINTERO, João Assis; da OAB, Vera Paixão; do CRE, Oracira Godinho; e Polícia Militar, tenente Cicero R. da Silva, responsável pelo elaboração do projeto de militarização do colégio estadual. 

João Assis (SINTERO) apresentou números comparativos entre escolas militares e algumas públicas, incluindo o Zilda, e argumentou que as diferenças entre elas nas avaliações nacionais não são tão discrepantes. O sindicalista disse ainda que o que está acontecendo com o Zilda é uma luta pelo poder. Ele argumentou ainda que tirar militares das ruas e colocar dentro da escola, em cargos administrativos, diminuindo o efetivo em meio a onda de violência que Vilhena sofre não é uma decisão acertada. E finalizou afirmando que a decisão dos pais seria acatada pelo sindicato, e que mesmo o processo já estando em curso, se eles contrários, o SINTERIO iria lutar pela revogação da lei.

Vera Paixão (OAB) leu o decreto que trata da militarização e, em sua análise, citou que a representante do CRE, Oracira Godinho, disse que o decreto cria três colégios militares; conforme o documento, as unidades 3, 4 e 5 do Colégio Tiradentes da Polícia Militar (esta última o Zilda), definiram no seu regimento interno o numero de vagas disponíveis para matrículas e a forma de acesso. “Então, eu seria irresponsável se viesse aqui e dissesse que como está no decreto, toda a clientela vai ser absolvida. Não é isso que está escrito, embora quem esteja matriculado tenha o direito de permanecer”, disse e continuou: “O artigo 2º diz que A SEDUC e o Comando Geral da Polícia Militar terão o prazo de 60 dias após a publicação deste decreto para tomarem as medidas administrativas necessárias com vistas ao pleno funcionamento; já o artigo 3º diz que a SEDUC, após findado o previsto no artigo 2º, determinará o encerramento na sua pasta das escolas estaduais transformadas em escolas militares; ou seja, será transformado em Colégio Militar, não militarizar a gestão”. 

Paixão disse ainda que visitou o Colégio Militar em Porto Velho e que lá se paga mensalidade e se cobra pelo uniforme.

Em sua manifestação, Oracira Godinho contestou a fala do diretor, que disse não haver monitores suficiente na escola e revelou que se falta professores é porque alguns estão de licença médica. A representante do CRE garantiu que todos os alunos que hoje estudam no Zilda terão suas vagas asseguradas. Disse também que não haverá cobrança de mensalidade e que, sobre o uniforme, tudo será decidido em comum acordo com o conselho escolar. 

O último a falar foi o tenente Cicero R. da Silva, autor do projeto de militarização da escola vilhenense. O militar explicou que não há mensalidade no Colégio Tiradentes da capital, até porque o colégio é público e seria uma irregularidade a cobrança de qualquer taxa. “O que há na capital é que uma associação que cobra dos associados uma contribuição para o desenvolvimento de projetos paralelos como o judô, por exemplo; mas quem não tem condições de pagar esta taxa pode manter seu filho estudando normalmente”.   

Da Silva explicou como está o andamento do processo, que já foi aprovado no Assembleia Legislativa e autorizado pelo governador Confúcio Moura (PMDB). “O governador autorizou e deu 60 dias para ser feita toda a transformação desse ambiente, então, serão repassados  imóvel e os móveis para a Polícia Militar, e aqui será uma gestão encabeçada pela corporação de forma compartilhada. A partir daí, os alunos que estão matriculados aqui começarão a vivenciar uma rotina diferenciada; é bom que os pais saibam, porque o filho passará a ter três famílias: a Polícia Militar, a escola e a família propriamente dita. E a família vivencia o dia-a-dia do colégio, então, se você quiser ter um filho no Colégio Militar e não quiser participar do dia-a-dia da escola, não o tenha, porque você vai ser convocado”, disse. 

De acordo com o tenente, com exceção do diretor do colégio, que será um oficial da ativa, os demais militares serão da reserva, ou seja, não serão retirados policiais do efetivo das ruas para atender a escola. E esses policiais irão cuidar da parte patrimonial e de monitoria. 

Por fim, Da Silva esclareceu que a previsão é que no mês de julho os militares estejam devidamente contratados. “Ocorrido isso, no início de agosto nós vamos iniciar o processo de construção do projeto político pedagógico e do regimento escolar; é o momento de colocar no papel o que a gente quer. O que não vai mudar é a característica, a essência da Escola Militar, essa será apresentada por mim a todos. Mas, existe um conselho escolar, e este conselho irá participar do andamento, a comunidade irá participar muito mais da escola do que de repente é hoje, porque obrigatoriamente tem que ser assim”, finalizou. 

Ao final das falas e com o público já menor depois de mais de 3 horas de reunião, foi feita uma votação e quase a totalidade dos pais presentes aprovaram a militarização do Escola Zilda da Frota Uchôa, que após concluído o processo, deve passar a se chamar Colégio Tiradentes. 



Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci


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