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30/08/2017 08:40:34
      
Assassino confesso do filho de ex-prefeito em Vilhena é velho conhecido da PM de Mato Grosso

Confirmado o latrocínio, a pena chega a 30 anos de prisão

Preso em flagrante logo após o crime, Lucas Rodrigues Ramos, 22, assassino confesso do jovem e Luiz Rover, na sexta-feira, 25, tem várias passagens pela polícia em Tangará da Serra (MT), onde morava antes de vir para Vilhena.

Após pesquisas em órgãos oficiais, na Justiça e veículos de comunicação do Estado vizinho, o FOLHA DO SUL ON LINE encontrou pelo menos 7 acusações diferentes contra o assassino, que envolvem tentativa de furto, furto, posse ilegal de arma, rompimento de tornozeleira, distribuição de notas falsas, posse de drogas, além de ser cúmplice em outros crimes.

A primeira ocorrência registrada com seu nome aconteceu quando Lucas ainda tinha 18 anos, em dezembro de 2013. Na companhia de “Boquinha”, um menor de 15 anos que na época já tinha 25 passagens pela PM de Tangará, Lucas foi detido por posse de entorpecentes e suspeita de roubo de veículo. 

Em junho de 2014, foi detido após tentativa de furto de veículo e posse de ilegal de arma. Na ocasião, Lucas foi classificado pela Força Tática da cidade como “já conhecido da polícia e bastante agressivo”. Na ocasião ele também estava acompanhado de um menor de idade.

Dois anos depois, em maio de 2016, tendo 20 anos e já solto, mas com tornozeleira, Lucas foi preso após investigação da polícia constatar ser ele um distribuidor de notas falsas de R$ 100 no comércio de Tangará. O jovem havia rompido a tornozeleira e ficou foragido por uma semana até ser encontrado pela Polícia Militar. No momento da prisão, a PM também encontrou entorpecentes com o rapaz.

E AGORA? 
Lucas já depôs na DPC de Vilhena e, em vista da posse ilegal de arma e da confissão de assassinato, deverá permanecer preso até o julgamento. A Polícia Civil espera concluir o inquérito que investiga o crime até o início da próxima semana.

A pena prevista para o delito hediondo pluriofensivo de latrocínio consumado, hipótese os delegados do caso afirmam estar considerando a mais provável até o momento, é de 20 a 30 anos de reclusão.

Crimes hediondos são inafiançáveis e têm progressão de regime mais lenta que os demais (a partir de 3/5 no caso de Lucas, que é reincidente). De forma que o assassino deve passar no mínimo 12 anos no regime fechado, até progredir para o semiaberto, em caso de bom comportamento.

CRIME POLÍTICO?
A violência na política brasileira cresce. Apenas entre janeiro e setembro de 2016 foram mortas 96 figuras públicas brasileiras por motivações políticas, o maior número desde a Lei de Anistia, em 1979. De lá pra cá já se passaram 38 anos e nesse período foram comprovados mais de 1.300 assassinatos por disputas de poder político no país.

No entanto, as polícias afirmam que a quantidade pode ser bem maior, visto que as investigações raramente dão conta de encontrar o mentor do crime, caso exista. A pena para crime político comprovado pode chegar a trinta anos.

INVESTIGAÇÃO
De acordo com o vereador e policial civil Wilson Tabalipa (PV), que acompanha as investigações, a hipótese de motivação política estava descartada até esta quarta-feira, 30 de agosto, por causa do modus operandi de Lucas. “Nota-se que ele sempre utiliza um menor em suas ações para, caso seja abordado pela polícia, tente entregar armas ou drogas para o comparsa, já que é inimputável. Em todos os casos de roubo foi assim, em Tangará. Aqui, em Vilhena, não foi diferente”, explica.



Fonte: Foto: reprodução
Autor: Herbert Weil


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