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Terça-Feira, 21 de Novembro de 2017

CLARETIANO
LEO





11/09/2017 14:39:12
      
Irmão de ex-vereador vilhenense, ex-prefeito de cidade vizinha é condenado por seqüestro

Hilton Campos e outros acusados podem recorrer de decisão


O juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso, condenou o ex-prefeito de Juína (MT), a 240 km de Vilhena, Hilton Campos e mais três pessoas pelo crime de sequestro, após manter em cárcere privado um grupo com representantes da Operação Amazônia Nativa (Opan), ativistas do Greenpeace, índios da etnia Enawene Nawe e dois jornalistas franceses em 2007.

O prefeito do município matogrossense, que como os demais condenados ainda pode recorrer da decisão, é irmão do ex-vereador Natalino de Campos, já falecido, e que exerceu mandato na Câmara de Vilhena ente os anos de 1997 e 2000.

Além de Hilton, Aderval Bento, Francisco de Assis Pedro e Paulo Roberto Perfeito foram condenados a cumprir 2 anos e 6 meses em regime semiaberto, bem como ao pagamento das custas processuais.

Na sentença, que é datada do dia 10 do mês passado, consta a absolvição do empresário Geraldo Bento, cuja defesa é patrocinada pelo advogado Valter Melo, além do ex-presidente do Conselho Municipal de Segurança, Natalino Lopes dos Santos e o coronel da Polícia Militar, Ricardo Almeida Gil.

Na decisão, o juiz explicou que Natalino e Ricardo foram absolvidos devido não existir prova suficiente para condenação de ambos. 

Já no caso de Geraldo Bento, não há prova para a infração penal.

O MPF alega que uma das vítimas, por ocasião de correspondência entranhada no inquérito policial, fez expressa referência de que Geraldo teria participado do crime, contudo, o juiz explicou que a conduta não foi comprovada.

“Ademais dessa informação não ter sido confirmada em juízo, certo é que durante as várias horas de gravação de imagem e áudio da sessão pública ocorrida no plenário da Câmara de Vereadores e da reunião reservada na sala do Presidente da Câmara de Vereadores, o acusado Geraldo Bento não foi identificado, daí porque não ser possível afirmar, com segurança necessária para uma condenação penal, que o acusado na cena do crime, o que impõe a sua absolvição”, esclareceu o magistrado.

“O crime de sequestro e cárcere privado foi praticamente todo gravado por som e imagem, não tendo sido o acusado identificado nessas gravações. Dessa forma, não é possível afirmar que o acusado esteve na sessão pública e na reunião reservada e, ainda, que além de estar presente, tenha autuado com protagonismo para o cometimento do crime. Destarte, ausente qualquer prova de participação do acusado, não há outra alternativa que a sua absolvição”, concluiu.


ENTENDA O CASO

De acordo com a denúncia, em agosto de 2007, o ex-presidente da Câmara Municipal de Juína, Francisco de Assis Pedroso, o ex-presidente do Conselho Municipal de Segurança, Natalino Lopes dos Santos, e o então presidente da Associação dos Proprietários Rurais do Rio Preto, Aderval Bento, acompanhado de outros fazendeiros não identificados, teriam constrangido o grupo de representantes da organização não governamental Operação Amazônia Nativa (Opan), ativistas do Greenpeace, índios da etnia Enawene Nawe e dois jornalistas franceses.

Além dos acusados, o ex-prefeito de Juína, Hilton Campos, e os empresários Geraldo Bento e Paulo Roberto Perfeito, teriam coagido o grupo a permanecer “na Câmara Municipal de Juína por cerca de seis horas, sob cárcere privado”, e que o coronel da Polícia Militar, Ricardo Almeida Gil, “omitiu-se quanto aos fatos ocorridos, não agindo quando tinha o dever legal”.

Ele ainda teriam invadido a recepção do hotel onde os ambientalistas estavam hospedados, sendo necessária uma escolta da Polícia Militar que estava presente na cidade para conduzir o grupo até o aeroporto municipal.

A denúncia ainda evidencia que após a expulsão do grupo de ambientalistas e jornalistas da cidade de Juína, os acusados Paulo Perfeito e Aderval Bento, invadiram o escritório da Funai ameaçaram e desacataram servidores públicos federais e indígenas ali presentes.

João Marques Cardoso, proprietário do hotel que hospedou os ambientalistas, já falecido, teria mentido no inquérito policial referente aos fatos.

Na época, o Greenpeace estava na cidade para fazer uma reportagem sobre queimadas e desmatamento na Amazônia, fato que desagradou os empresários e políticos da cidade.



Fonte: Foto: reprodução
Autor: J Regional


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