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Domingo, 22 de Outubro de 2017

VALDOMIRO RODEIO
LEO





29/09/2017 11:20:46
      
Após tumulto e prisão de monitor, clínica leva dependentes de Vilhena para o Mato Grosso

Funcionárias da entidade negaram prática de tortura

De posse do relatório da PM sobre o caso, a reportagem do FOLHA DO SUL ON LINE visitou, na manhã desta sexta-feira, 29, a clínica de recuperação de dependentes químicos que foi denunciada à polícia ontem. O site entrevistou três internos atendidos pela instituição ligada a uma igreja evangélica e eles fizeram revelações assombrosas. Lembre aqui.

Na DPC, onde nenhum dos envolvidos prestou depoimento (apenas deram declarações aos PMs que foram ao local fazer o resgate dos denunciantes), o site confirmou que um dos monitores foi preso na ação: Wagner Borges da Costa, 33 anos. Ele tinha um mandado contra si, expedido pela justiça da cidade de Mirassol do Oeste (MT) e foi recolhido à Casa de Detenção.

Como o Boletim de Ocorrência Policial registra as versões dos dois lados, a FOLHA procurou a própria clínica. A entidade, que fica no centro, próximo à Delegacia da Polícia Federal, aliás, foi instalada recentemente em Vilhena, e sua chegada foi noticiada aqui

Duas moças que estavam na casa confortável, onde os dependentes químicos são abrigados, aceitaram falar com a equipe, mas sem se identificar. Elas contaram que todos os internos que desejaram permanecer em tratamento foram levados para Pontes e Lacerda (MT), onde o Centro Terapêutico O Toque da Mão do Mestre tem outra unidade.

As mulheres disseram que o tumulto que virou caso policial foi provocado pelos pacientes, que queriam fugir de qualquer jeito. Os rebelados teriam quebrado o braço de um monitor e ferido outro. “Eles ficam muito agressivos por causa da abstinência e realmente são levados para o quartinho citado na reportagem anterior. Mas nunca houve espancamento aqui”, disse uma das entrevistadas, que é técnica de enfermagem na clínica.

A outra funcionária revelou que o internos vivem uma rotina de tratamento que inclui pequenos serviços de limpeza, orientações, atendimento psicológico e visita ao CAPS, ara consultas com um psiquiatra.

As duas ouvidas pelo site contaram que, após a rebelião, elas mesmas ligaram para as famílias, para que viessem buscar os parentes. Apenas dois esperaram. O resto fugiu danificando a cerca elétrica. Dos 20 abrigados no local, cinco aceitaram a transferência para Pontes e Lacerda.

Hoje, disseram as duas atendentes, algumas mulheres apareceram e disseram que os filhos já voltaram ao consumo de drogas em bocas-de-fumo da cidade.

  O site ainda tenta contato com um dos pastores que dirigem a unidade (que estavam em viagem) e também se coloca à disposição das famílias de outros pacientes atendidos no local.



Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação


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