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CLARETIANO
LEO





19/10/2017 16:12:30
      
Mulher que denunciou estupro em Vilhena mentiu por estar com depressão, revela delegada

Suposto ataque sexual despertou indignação nas redes sociais

Em entrevista coletiva no final da manhã desta quinta-feira, 19, a Delegada Solângela Guimarães (FOTO), titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) em Vilhena, disse que as investigações sobre o suposto estupro que teria ocorrido na última segunda-feira, 16, já foram concluídas e apontam que o crime não aconteceu. “O anúncio deste suposto crime chocou a cidade em virtude da hora do dia, e do local, que é tranquilo. A DEAM deu prioridade, diligenciamos, colhemos as declarações da mulher, que foi juntada a outras provas periciais, e chegamos à conclusão que o crime não ocorreu”. 

De acordo com a delegada, a mulher de 31 anos, que relatou ter sido atacada por um homem armado na feira pública do BNH em plena luz do dia, inventou a história em um surto de depressão. “Esta senhora está passando por problemas de depressão, problemas sérios, e ela, em um momento de desespero, de surto, sabendo que a mãe estava sendo atendida no posto de saúde da Brigadeiro Eduardo Gomes, foi para lá e no caminho pensou em criar esta história”, disse a delegada antes de concluir: “Não teve nenhum homem saindo de dentro do box, não teve nenhum homem armado, ela não foi abordada, ela não teve conjunção carnal com ninguém”.

A titular da DEAM explicou ainda que tão logo a mulher chegou ao Hospital Regional,   foi colhido material para identificação genética, que é um procedimento de praxe, mas ela não apresentava nenhuma lesão. “Uma mulher que é violentada sempre vai ficar com lesão na genitália, porque é algo brusco, não foi um ato de comum acordo; no caso desta senhora, ela não tinha nenhuma lesão, nem externa, nem interna”, disse a delega, ressaltando ser esse um dos indícios de que não houve estupro: “Quem sofre um estupro fica muito machucada, porque o ato em si, é muito animalesco”.  

A mulher foi ouvida na manhã desta quinta-feira, 19 e, de acordo com a Solângela, ela confessou que realmente inventou a história. “Ela disse que está muito arrependida, e que não tinha conhecimento de que o episódio iria tomar essa proporção; alegou os motivos dela, que são de ordem pessoal e eu não posso dizer”, explicou Guimarães. 

A delegada explicou também que ela praticou o crime de falsa comunicação de crime, mas que pelo quadro depressivo que a mulher, grávida de 10 semanas, apresenta, não irá instaurar procedimento sobre p caso. “Tem elementos para instaurar o procedimento, mas ela não está com as suas faculdades mentais normais. Ela é uma pessoa que precisa de ajuda, e será encaminhada para acompanhamento psicológico. Vamos esperar o laudo e encaminhar ao Ministério Público, não vamos instaurar procedimento, vamos aguardar o entendimento do MP, que é o autor da ação penal”, pontuou. 

Mas, Guimarães alerta: “É importante informar à comunidade que a pessoa que cria uma situação, levando ao conhecimento de uma autoridade policial um crime falso, ato que mobiliza o efetivo, e no caso de crime sexual, áreas da saúde, também está cometendo um crime”, disse a titular da DEAM, antes de informar que outros casos similares já aconteceram. “Não é o primeiro caso em Vilhena. Nós temos um número de estupros com vítimas crianças e adolescentes menores de 14 anos altíssimo, com confirmação de 90% dos casos denunciados. Agora, com mulheres adultas, já não é com essa proporção. Que eu me recorde, nos últimos dois anos foram cinco crimes em que as vítimas disseram ter sido estupradas e na verdade não foram”. 
 
Relembre o caso clicando aqui.



Fonte: Folha do Sul
Autor: Rogério Perucci


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