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CLARETIANO
LEO



Arte e Cultura


26/10/2017 12:20:27
      
Vilhena: pequeno bailarino de 9 anos, único menino em escola de ballet rompe preconceitos

Pais ensinam como lidar com questionamentos

Há dois anos praticando Ballet e Jazz no Étoile Ballet de Vilhena, onde é o único bailarino, o pequeno João Paulo Godim Cândido, de 9 anos, vem se apresentando e rompendo paradigmas. Filho da professora Pâmela Julyeta e do produto de vídeos Elton Cândido, o artista mirim sempre foi muito cheio de energia. Ele mesmo comenta: “Quando danço ballet, eu me sinto feliz, gosto da música e sinto todo meu corpo se movimentar com ela”.

O pai relata: “Quando começou, na turma dele era só menina; nas primeiras aulas, quando íamos caminhando para o Étoile, ele ia ficando calado e apreensivo, eu via que sua expressão mudava; então, indaguei o porquê e ele respondeu que tinha muita menina, que ele era o único menino, que o banheiro era só de menina e que elas ficavam olhando pra ele. Perguntei se ele queria voltar ou se tivesse algo que poderíamos fazer, expliquei que o ambiente é feminino e que pra todos era uma novidade,  mas iam se acostumar. Conversamos muito com ele sobre enfrentar os medos e ser corajoso pra realizar aquilo que ele quer”.

Elton conta que ainda há quem se espante com a escolha: “Quando rola o assunto de que Jotta faz ballet, sempre tem umas frases como: ‘nossa, ele faz ballet? Mas não tentaram futebol?  Nossa, que diferente, né, ele querer dançar ballet?’ Na maioria dos casos, a admiração vem com um elogio sobre a prática. O preconceito vem na maioria dos casos das próprias crianças que colocam apelido, tiram sarro, cutucam os pais apontam, comentam e até riem”.

Pâmela e Elton utilizam a atividade como forma de desmistificar preconceitos: “Uma vez papai de Jotta teve a chance de conversar com os meninos, explicar que não pode que tem que respeitar, eles pediram desculpas e não fizeram mais. Quando passamos por essas situações nós protegemos nosso filho e o deixamos seguro, algumas vezes ele não percebe e, quando percebe, se lamenta pelo ocorrido”, revela a mãe.

Elton também alerta para os perigos de mentes fechadas e preconceituosas: “O ballet ajudou o João a gastar energia, ele se empenha em se comportar melhor, está mais sensível, alegre e calmo. Ballet não é só para meninas, todos podemos dançar e ter nossa expressão cultural da maneira que acharmos melhor. As pessoas estão muito chatas e problematizando tudo. Um menino ser feliz por dançar é visto como um ‘perigo’ para o futuro dele”.

Reportagem completa sobre os desafios do pequeno Jotta sai na edição da FOLHA DO SUL que circula a partir de sábado, 28.



Fonte: Folha do Sul
Autor: Suzane Schmitka


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