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CLARETIANO
JAURU






05/12/2017 15:21:35
      
Vilhena 40 anos: a coragem da pioneira Ângela Magalhães Elias, que ajudou a construir a cidade

Referência empresarial, “Dona Ângela” veio para Rondônia em 1968


Não existem muitas palavras adequadas para definir Ângela Magalhães Elias, uma das pessoas mais importantes e significativas da história vilhenense das últimas décadas. Morando há quase cinco décadas na cidade, ela é, até hoje, uma personalidade atuante na comunidade, sendo uma das principais empresárias do ramo hoteleiro do Estado de Rondônia. Durante este tempo, seus estabelecimentos, os hotéis Mirage, Colorado e Comodoro, hospedaram a maioria das autoridades e artistas que estiveram em Vilhena, e muitas vezes uma conversa sua com os “figurões” trouxe benefícios para a cidade. Pessoa inteligente e dinâmica, também ficou famosa por expor com extrema franqueza sua opinião sobre quaisquer assuntos, e prosperou nos negócios graças a uma determinação fora do comum. Sua história pessoal se confunde com a da cidade, desde o ano de 1971.

Ângela veio para Rondônia em 1968, quando seu ex-marido Mário Grasso (já falecido), foi contratado pelo Rondônia Palace Hotel, de Porto Velho, o mais luxuoso da capital. Em função disso, o casal ficou conhecendo várias autoridades e muitas localidades do território.

Quando estava grávida de um dos seus quatro filhos, pegou malária em Porto Velho e resolveu mudar-se para Vilhena, em função do clima, propício à sua recuperação. Com o dinheiro que o casal havia economizado, ela deu início à construção de seu primeiro hotel, o Colorado, enquanto o marido permanecia na capital trabalhando. Depois de inaugurado, o hotel funcionava em situação muito difícil devido à falta de estrutura do distrito. Durante muito tempo, os hóspedes do Colorado foram atendidos à luz de lampiões e a água utilizada vinha do Pires de Sá, transportada em tambores. O tempo foi passando, a cidade melhorava, e não havia quem não conhecesse, pelo menos de nome, a “Dona” Ângela, talvez a pessoa mais influente da cidade até meados de 1980.

Entre os grandes amigos da empresária estava o governador Jorge Teixeira, que na sua opinião foi o político mais importante de Rondônia em todos os tempos, responsável por uma era de desenvolvimento e progresso, levando-se em consideração as dificuldades da época.

Apesar de conviver no meio político, ela nunca foi candidata a nenhum cargo eletivo. A mesma admiração que tem por “Teixeirão” ela nutre pelos prefeitos eleitos no município. Na sua opinião, a atuação do Executivo Municipal poderia ter sido melhor, mas acredita que como os que passaram pela prefeitura de Vilhena não tinham prática, “pois nunca tinham sido prefeitos nas suas cidades”, até que não foram tão ruins. Por isso, ela credita o desenvolvimento da cidade, que superou as suas expectativas, como confessou, a todo o povo que morou ou mora em Vilhena, cada um dando a sua parcela de contribuição.

Do passado, o que lhe traz mais saudades é a amizade e a união que havia entre as pessoas nos anos 1970. Atualmente, o que mais lhe agrada é a imigração que nunca acabou, pois acredita que as pessoas pobres, desde que sejam trabalhadoras, sempre arrumam uma forma criativa de produzir, e assim acabam fomentando a economia, gerando desenvolvimento. Ângela garante que não tem más recordações de Vilhena e não se arrepende de nenhuma atitude que tomou no passado. Suas empresas se modernizam e hoje são conduzidas pelos filhos Núnzio Grasso e Wagner Elias Grasso.

A pioneira conhece várias histórias hilariantes envolvendo vilhenenses famosos. Uma das melhores que conta aconteceu em 1977, quando da inauguração da rede de abastecimento de água da cidade. Renato Coutinho, então administrador do município, era chegado numa comemoração em grande estilo. Assim, na ocasião, havia fanfarra, palanque, desfile cívico, fogos de artifício, churrasco para o povo e vários convidados, entre eles o governador. Coutinho havia mandado instalar seis torneiras num local público, para que todos pudessem ver a “maravilha” que iria resolver um dos problemas mais sérios da cidade. Na hora em que as torneiras foram abertas só saiu um “fiozinho” de água, que não durou nem um minuto, para o vexame das autoridades. Foi uma vaia geral e o caso rendeu risadas por muitos dias. Felizmente foi só um susto, e o sistema entrou em operação no mesmo dia.



Fonte: Folha do Sul
Autor: Júlio Olivar


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