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17/06/2011 10:20:58
      
Por engano, Justiça do Rio transfere preso para presídio em Rondônia

No afã de mandar para bem longe do estado os bandidos presos em flagrante após a invasão ao Hotel Intercontinental, em São Conrado, na manhã de 21 de agosto do ano passado, a 25ª Vara Criminal despachou — a pedido da Secretaria de Segurança — para a Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, um homem que não teve envolvimento no caso. Mais: dos nove transferidos com alarde após o caso, todos já voltaram, silenciosamente, para o Rio.

Jonathan Costa Soares, o Sapatinho, de 21 anos, foi preso no Hospital Getúlio Vargas, na Penha. Na madrugada da invasão ao hotel, ele havia quebrado a perna ao cair de moto na Avenida Niemeyer, perto do hotel. Após passar por várias unidades, chegou ao Getúlio Vargas.

No hospital, foi descoberto que havia contra ele um mandado de prisão por associação para o tráfico, expedido pela mesma 25ª Vara Criminal.

Segundo o advogado Raul Barbosa Lins e Silva, que defende Jonathan, a confusão se deu após policiais que investigavam a invasão ao hotel terem confundido seu cliente com um dos envolvidos.

“Como Jonathan também morava na Rocinha e se acidentou na rua do hotel na madrugada da invasão, ele foi colocado no mesmo bolo dos que realmente participaram, e acabou enviado por engano para Rondônia”, disse.

Após a descoberta do erro, o Ministério Público não incluiu Jonathan na denúncia oferecida à Justiça contra os outros nove presos em flagrante após a invasão ao hotel. Com isso, a 7ª Câmara Criminal determinou seu retorno ao Rio. Atualmente, ele está preso em Bangu.

“Quando manda o preso para fora do estado, é tudo feito rápido, debaixo dos holofotes. Mas, quando uma ordem judicial determina a volta, o estado alega falta de voo, falta de efetivo para escolta... E o retorno leva meses”, reclama o advogado.

ENTRE OS TRANSFERIDOS, BANDIDOS SEM EXPRESSÃO - Pelo menos quatro dos nove transferidos para o presídio em Rondônia sequer tinham antecedentes criminais: Alan Francisco da Silva, Davi Gomes de Oliveira, Jackson Nascimento Gomes da Silva, e Técio Mathias da Silva. Como diz o desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, em decisão que determinou o retorno dos detentos, eles seriam “tão somente soldados do tráfico de drogas”.



Fonte: G1
Autor: Da redação


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