Jovem de 23 anos foi inscrita pelo familiar, que mora em Roraima
Uma diarista de Vilhena, aos 23 anos, está passando por uma situação difícil para alimentar os dois filhos durante a pandemia de Covid-19. Desempregada desde que deu à luz o segundo filho, e vivendo de pequenos bicos, a jovem não tem qualquer outra fonte de renda.
Mas, graças ao auxílio disponibilizado pelo governo federal para evitar que famílias vulneráveis passem fome, a garota poderia atravessar a quarentena sem problemas. Poderia... se o “descuido” de um irmão, que mora em outro Estado, não a tivesse prejudicado.
Pelas regras do benefício temporário, a moça teria direito a R$ 1.200, por mês, já que é chefe de família. Ocorre que o irmão, residindo em Roraima, se inscreveu para receber o mesmo auxílio, e colocou o CPF da irmã no cadastro, alegando que ela morava em sua casa.
Com a ajuda de um amigo, a jovem mãe conseguiu se cadastrar no site da Caixa, mas acabou sendo barrada. A instituição financeira federal explicou o motivo de o CPF da vilhenense não poder se beneficiar da ajuda e, agora, com a auxílio do mesmo amigo, ela está tentando resolver o problema.
Em contato com os familiares que a prejudicaram, a vilhenense pediu que o problema seja resolvido, para que ela receba o dinheiro. A cunhada, que havia incluído a garota em seu cadastro, prometeu retirar seu documento da solicitação. A sorte é que, como o benefício foi negado aos dois, a familiar tem todo o interesse em corrigir a informação.
FINAL QUASE FELIZ
Após a retificação da informação, a diarista procurou novamente o amigo, e ele conseguiu fazer seu cadastro. Ela agora está aguardando para saber se o dinheiro sai ou se haverá novo impedimento para a liberação dos T$ 1.200,00.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 24 de Abril de 2020, às 09:39