Material apreendido pode levar a novas prisões na região
 
O FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou, nesta semana, 13, o delegado da Polícia Federal em Vilhena, Filipe Augusto Rodrigues. Ele comandou a Operação Êxodo, deflagrada na semana passada para combater crimes ambientais em cidades de Rondônia. Uma das ações aconteceu dentro da Terra Indígena Tubarão Latundê, em Chupinguaia (LEMBRE AQUI).
 
Ao mostrar a grande quantidade de documentos e equipamentos apreendidos durante a operação, o delegado explicou que todo o material será analisado e, a partir dele, novas ações e prisões podem acontecer. “Muita coisa pode ser revelada”, avisou.
 
Durante a ação policial, seis empresários e um indígena foram presos. Apenas um dos acusados foi libertado, em virtude de problemas de saúde. Outro indígena, preso por posse ilegal de armas, também saiu da cadeia, depois de pagar o fiança. Os outros seis suspeitos, que continuam no xadrez, podem ter suas prisões preventivas (sem prazo de soltura) decretadas pela justiça.
 
A autoridade explicou que todos os que estão na cadeia comandavam o esquema de fraudes e devastação da floresta. São empresários, e não os que faziam o transporte. Eles fraudavam o sistema eletrônico do Ibama para “esquentar a madeira” extraída ilegalmente da Terra Indígena. O cacique preso cobrava uma espécie de “pedágio” para permitir a entrada de caminhões e máquinas na reserva.
 
Ao explicar que os acusados serão indiciados por vários crimes, o delegado disse que as penas deles podem ser altas, e acrescentou que vários carros de luxo foram apreendidos. Numa das empresas investigadas, a PF também encontrou R$ 100 mil em espécie, e vai investigar indícios de lavagem de dinheiro.
 
DESTRUIÇÃO
Por ordem da Justiça Federal e com o apoio do Ibama, que lavrou os autos de destruição, caminhões, tratores e até motocicleta, bem como uma serraria, encontrados dentro da área que vinha sendo devastada, foram incendiados, já que não havia condições de retirá-los do local.
 
Para evitar que as equipes da PF chegassem ao local onde era cometidos os crimes ambientais, os invasores obstruíam a estrada usando grandes troncos de árvores.
 
“A Polícia Federal continua a disposição da população para receber denúncias sobre responsáveis por grupos criminosos que estejam praticando crimes ambientais através do telefone 69-3316-1600”, concluiu Filipe.