Diante da transferência, cada vez mais iminente, do curso de Jornalismo da Unir de Vilhena para o campus de Porto Velho, o ex-presidente e fundador do Centro Acadêmico e do Diretório Acadêmico da instituição, Paulo Mendes, anunciou que vai “peitar” os professores envolvidos na operação.
Uma comissão da própria Unir deve apresentar, em breve, relatório recomendando a mudança, sob alegação de que no Cone Sul não há interessados nos curso. Reportagem do jornal FOLHA DO SUL que circula neste sábado, 14, mostra que de cerca de 430 alunos que ingressaram no curso até hoje, apenas 60 se formaram, e há outros 60 cursando.
Paulo Mendes diz que há servidores do Departamento de Jornalismo da instituição e outros ligados à reitoria da universidade adotando a política do “quanto pior, melhor”. Para ele, uma série de dificuldades criadas pelos próprios professores impede que mais pessoas se interessem pelo curso.
O líder estudantil, que há três anos vem denunciando as manobras para a transferência, diz que isso só atende aos interesses dos professores e não da sociedade vilhenense. Entre algumas irregularidades cometidas pelos educadores, Paulo Mendes aponta o fato de um deles ter praticamente abandonado a faculdade por três meses, para resolver problemas pessoais. “Esse professor tinha autorização para se ausentar por apenas 15 dias” denuncia.
Entre outras estratégias para impedir a transferência, Mendes diz que vai aconselhar os jovens que estão envolvidos em protestos na cidade, a se mobilizar para evitar que a cidade perca o curso.
Hoje à noite, jornalistas, estudantes e professores vão debater o assunto, mas Paulo não se empolga com a iniciativa. “Não adianta discutir isso internamente, porque o circo já está montado e não há dúvidas de que existem professores trabalhando para privar Vilhena deste curso. O que precisamos é ir para as ruas e mobilizar também a opinião pública para evitar esse absurdo”, argumenta, acrescentando que pretende organizar o abaixo-assinado que será entregue aos deputados estaduais para que eles evitem esse prejuízo educacional para a cidade.