Ao tomar conhecimento da “Nota Oficial” emitida pelo Departamento de Jornalismo (Dejor) do campus da Unir, em Vilhena, o presidente do Diretório Acadêmico da instituição, Paulo Mendes, resolveu reagir. Em contato com o site, o líder estudantil desmentiu o desmentido da Unir quanto à tentativa de transferência do curso de Jornalismo de Vilhena.
A divulgação da nota aconteceu após alguns alunos acusarem professores do curso de estarem trabalhando para que a transferência fosse feita. O próprio Paulo Mendes alega ter procurado a chefe do Dejor, Andréa Cattaneo, para falar sobre o temor de que o fato se consumasse. O acadêmico revelou que, durante três dias (“Fui oito vezes ao Dejor”) tentou o contato com a educadora. Em todas elas, foi informado que a professora estava com “virose”, mas no último dia soube que ela estava em Porto Velho, em reunião com o reitor, segundo o presidente do DA, “justamente tratando da abertura de uma extensão do curso de Jornalismo na capital”.
Na nota, além de Andréa, outros professores negam qualquer intenção de retirar o curso da cidade ou mesmo abrir uma extensão dele em outro município. Paulo Mendes mantém o que disse e ainda desafia os professores, alegando ter provas de que houve, sim, a tentativa de fazer a transferência.
Além de apresentar aos colegas o material que comprova a “manobra” contra o curso, Paulo ameaça ir à justiça para garantir a instalação do “Laboratório de Jornalismo” no campus local. Os equipamentos para o complexo foram adquiridos há três anos e estão, atualmente, “mofando num canto qualquer da universidade”.
Sobre a nota emitida, o presidente do DA ataca: “Acho uma vergonha a direção do Departamento se defender com uma mentira, que tenta jogar a opinião pública contra os alunos”, alfineta, garantindo estar guardando as provas das acusações para o momento oportuno.