Na noite de sexta-feira (26), acadêmicos do curso de Jornalismo da UNIR, fizeram uma reunião para discutir como agir diante da hipótese de transferência ou abertura de uma extensão do curso em Porto Velho.
Os alunos alegam que teria partido da chefe do Departamento de Jornalismo ( DeJor), professora Andréa Cattaneo, a sugestão para que se levasse para a capital o curso ministrado em Vilhena.
O presidente do Diretório Acadêmico (DA), Paulo Mendes, disse que os representantes dos estudantes procuraram conversar com a chefe do departamento. “Tentamos por várias vezes conversar com a professora, e em todas elas fomos informados de que a Andrea estava com virose. No entanto, um telefonema feito pela direção do campus de Vilhena (o qual testemunhei), ao Reitor da UNIR em Porto Velho, confirmou que a professora estava no campus da capital naquele instante”, denunciou.
Paulo afirmou ainda que os professores, em reunião, sem a participação do representante dos acadêmicos, dentre outras coisas, “teriam feito uma espécie de sondagem, muito sutilmente, para ver quem dentre os professores teria uma predisposição a aceitar a transferência ou a abertura de uma extensão do curso em Porto Velho”.
O líder estudantil disse também que na capital houve reunião referente ao assunto. Segundo ele, as professoras Aparecida Zuin e Maria da Graça, não somente são a favor de que se transfira ou se abra uma extensão do curso de jornalismo na capital, como são, segundo o presidente do DA, mentoras do movimento.
O presidente do DA disse ainda haver uma espécie de distanciamento do DeJor para com os alunos. “Nós cursamos uma faculdade de comunicação e não conseguimos nos comunicar com a instituição, não há uma comunicação entre o próprio DeJor e os alunos”, lamentou.
Paulo afirmou ainda que o DA questionará o DeJor e a direção do campus, sobre o porquê de ainda não terem sido instalados todos os equipamentos do laboratório de jornalismo. “Já faz quase quatro anos que esses equipamentos estão aí, são ilhas de edição de áudio e vídeo que continuam nas caixas ao invés de estarem auxiliando na nossa formação”, disse.
Para o professor Sandro Colferai, vice-chefe do DeJor, esses boatos existem desde a implantação do curso de jornalismo em Vilhena. “Sempre se questionou o porquê da implantação deste curso aqui e não na capital”, disse.
Sandro disse ainda que o mesmo ato que criou o curso de jornalismo para Vilhena, criou também um para Porto Velho. “O fato é que o de Vilhena foi implantado no inicio da década, o de Porto Velho não. Não se sabe ao certo o porquê de Vilhena sediar esse curso. Se olharmos pela demanda do mercado por profissionais de comunicação é claro que a capital requer muito mais jornalistas do que Vilhena,” disse.
Mas, Colferai defende que o curso deva ficar em Vilhena. “Eu sou a favor da manutenção do curso de jornalismo aqui por vários fatores, mas a principal é o fator social: temos um curso de nível superior oferecido gratuitamente em uma universidade federal na região. De Cacoal para cá, bem como parte do Mato Grosso, são disponibilizados apenas cinco cursos nessas condições, todos no campus da UNIR de Vilhena. Se fecharmos o curso de jornalismo de Vilhena, serão 20% de vagas a menos para os jovens dessa região. Sem falar que de Rio Branco (AC) a Cuiabá (MT), vilhena tem o único curso público de jornalismo, e isso não pode ser tirado de uma região ainda tão carente de ensino superior”, concluiu.