Investigadores trabalham com duas hipóteses

O crime registrado ontem em Vilhena e que chocou todo o Cone Sul,  continua desafiando a  polícia, que trabalha com duas linhas de investigação para solucionar o caso: crime envolvendo veículos irregulares, já que a vítima atuava no segmento, e comércio ilegal de  pedras preciosas.
Não bastasse a brutalidade do ataque contra a vítima, Valdivino Sobrinho Tobias Pedro, 42 anos, amordaçado e amarrado pelas mãos, antes de ser degolado, chama a atenção o “profissionalismo” dos criminosos que atuaram na execução: eles chegaram à casa do “rolista” numa caminhonete e, além de capuzes, usavam luvas para não deixar impressões digitais no local ou no próprio cadáver.
Ajuda a reforçar a tese de que os três assassinos buscavam alguma coisa de valor na residência o fato de que, antes de sofrer o esgorjamento, Valdivino teria vasculhado o guarda-roupas do quarto onde seu corpo foi encontrado apenas de cueca.
Para a polícia, os autores do crime deixaram o local levando consigo o objeto de valor que haviam ido buscar. “Eles estavam usando pistolas, mas não dispararam nenhum tiro contra o homem, matando-o com uma faca e de forma cruel. A boca da vítima estava com uma fita isolante, para que ela não gritasse. Foi um serviço de profissional”, raciocina um experiente policial civil.

NADA A VER
Com o clima de pânico que paira sobre a cidade, em virtude de investigações federais sobre um suposto esquema de corrupção na prefeitura, várias pessoas tentam relacionar o assassinato de Valdivino às operações da PF. O fato de um outro “rolista” ter sido abordado em praça pública por agentes federais e levado para prestar esclarecimentos na DPF alimenta as especulações, mas não há qualquer indício de que o crime possa estar associado ao caso apurado pela PF e o MPF.