Rapaz confirmou à polícia que usava WhatsApp para vender entorpecentes
O final de semana em Vilhena acabou com três ações da polícia contra o tráfico de drogas no município. No total, oito pessoas foram levadas para a Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp), inclusive dois menores de idade. Os grupos, que foram abordados em bairros diferentes, não têm ligação.
A primeira apreensão foi feita já no final da noite de sábado, 16, no bairro Embratel, após uma denúncia de que na avenida Boa Vista dois homens estariam escondendo objetos roubados em uma residência.
Quando a guarnição chegou ao local, Cleverson Luis Chybiak, 30 anos, correu para dentro de casa e trancou o portão. Na entrada, os policiais escutaram o barulho da descarga do vaso sanitário e da torneira aberta. Em seguida, Mateus Oliveira Lima, de 22 anos, foi visto saindo pela porta dos fundos e tentou pular o muro, sem êxito.
Ao conseguir entrar no imóvel, os militares ouviram Cleverson dizer a eles que era trabalhador, e que eles não poderiam entrar em sua casa, que inclusive o juiz iria garantir seus direitos.
Em busca pelos cômodos foi encontrada uma arma artesanal com um cartucho de calibre 36. Já Mateus disse ser usuário de drogas, que estava lá apenas para consumir entorpecentes e havia deixado uma porção de crack dentro de uma caixa de fósforos, na sala, mas o resto de cocaína ele jogou em baixo da torneira da pia do banheiro.
Porém, Mateus informou aos policiais que em cima da geladeira havia um “cascalho de pedra”. Além do crack, os documentos pessoais de Nathan Paulo de Souza foram encontrados no local. Os abordados disseram que ele seria o dono da arma encontrada e da casa. “Eu parava na rua e o Nathan me chamou para morar com ele e fechar junto”, contou o mais novo.
Os dois rapazes receberam voz de prisão, já o dono do imóvel não foi localizado. Eles responderão por posse irregular de arma de fogo de uso permitido, associação criminosa e porte, posse e uso de entorpecentes.
Já na noite de domingo, 17, enquanto estava na base de apoio do bairro Cristo Rei, uma guarnição da Polícia Militar foi solicitada, através de uma denúncia anônima, para intervir em um tráfico de drogas que estava acontecendo em uma casa do Residencial União.
De acordo com o denunciante, as vendas aconteciam, inclusive, em frente aos filhos do casal que comercializava entorpecentes. Além disso, o fluxo de pessoas no local era intenso.
Ainda foi contado durante a denúncia que, na tarde de sábado, o delator teria ouvido o traficante dizer a um usuário que havia chegado uma grande quantia de drogas. Sendo assim, os policiais foram até o local apurar os fatos denunciados.
Já na rua indicada durante a denúncia anônima, os militares viram quando dois usuários saíram correndo. Na casa onde disseram que seria ponto de venda de drogas, foi encontrado Ronei Polini, de 28 anos, que negou ser traficante.
Porém, em revista pessoal, foram encontradas no bolso do homem várias notas de 5 e 10 reais. Diante disso, o sujeito passou a apresentar nervosismo. Sua esposa, Angélica Cihjwis, de 37 anos, também negou que em sua casa eram feitas vendas de substâncias ilícitas.
Os policiais notaram aparelhos eletrônicos de origem duvidosa no local, mas a moradora garantiu que eles foram comprados em um “usadão”.
Após o interrogatório, foi feita uma vistoria pelo imóvel. No quarto das crianças, dentro de uma boneca de pano, foi encontrado um invólucro grande de crack. Foram localizados também apetrechos para embalar a droga para comércio.
Novamente questionado, Ronei revelou que comprou o entorpecente por R$ 350,00 no dia anterior, mas não informou o nome de seu fornecedor. O fato foi confirmado por sua esposa.
Em flagrante, o casal foi preso por tráfico de drogas. As duas filhas de Ronei e Angélica, que têm 9 e 7 anos, foram entregues à avó.
Já a terceira apreensão aconteceu no Cristo Rei, também na noite do domingo, e teve início com a abordagem de E. H. G. D. S., 15 anos, enquanto ele fazia malabarismo com sua bicicleta no cruzamento da avenida Curitiba com a Melvin Jones, em meio aos outros veículos.
Ao revistá-lo, foi encontrado em seu bolso uma porção de maconha, que ele afirmou ter comprado de Jhoni Clei Poleto Rodrigues, 18 anos, por R$ 10. O menor ainda levou a viatura ao local onde as estavam sendo feitas.
Encontraram Jhoni sentando em frente a casa onde mora e o revistaram, encontrando certa quantia de dinheiro em seu bolso. Já no quintal, foi localizado na horta um invólucro de maconha e outro de crack.
Durante a ação da polícia, dois rapazes, sendo um de 17 e outro de 18 anos, chegaram para comprar droga. Jhoni confirmou as vendas e disse que fazia via WhatsApp, o que motivou na apreensão de seu aparelho celular.
Todos os envolvidos foram levados para a Unisp.
Autor:
Jéssica Chalegra
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 18 de Fevereiro de 2019, às 11:41