Willi recebeu ligações em seu celular e seguiu para a emboscada fatal
 
Adotado aos 15 anos por uma cuidadora de idosos, o rapaz identificado como Willi Lima Alves, 24, assassinado ontem, em Vilhena, teve uma vida difícil desde a infância, por causa da dependência química da mãe biológica. O jovem, que era operador de máquinas pesadas, mas atualmente trabalhava em uma fábrica de rações, foi executado próximo ao bairro União, em Vilhena (VEJA AQUI).
 
A mãe adotiva, de 43 anos, que tem outro filho não biológico e duas filhas naturais, explicou o acolhimento a Willi: “ele ficava rodando de casa em casa, sofrendo maus tratos, mas era um menino bom, trabalhador e carinhoso. Me chamava de mãe e eu o chamava de filho”.


Nos arquivos do FOLHA DO SUL ON LINE foram encontradas ocorrências policiais envolvendo a mãe biológica de Willi. Edinalva Aparecida de Lima era usuária de drogas e chegou a ser presa em uma boca de fumo NO ano de 2011, quando estava grávida de sete meses (VEJA AQUI).
 
Um ano antes, a mesma mulher se envolveu em outro episódio chocante: ela chegou a ser investigada acusada de vender o próprio filho bebê por R$ 1 mil, gerando comoção em Vilhena (ENTENDA AQUI).
 
Mais de 10 anos atrás, Edinalva, que chegou a ser presa junto com uma gangue na praça Angelo Spadari, com armas, drogas e joias suspeitas (VEJA AQUI) e também foi flagrada com entorpecentes na vagina, acabou assassinada a tiros no Setor 29, supostamente por envolvimento com o submundo do tráfico. Detalhe: ao ser executada, ela estava com um bebê de 06 meses no colo.
 
A entrevistada conta que Willi guardava vários traumas dessa infância problemática, e diz que após o acolhimento, fazia questão de orientá-lo: “meu filho, fique longe das drogas para não ter o mesmo destino da sua mãe”. Ele e os quatro irmãos órfãos foram todos adotados.
 
Ontem, antes de seguir para o local onde foi assassinado, Willi recebeu várias ligações de um “amigo”, que insistia em encontra-lo pessoalmente. Os familiares acreditam que os telefonemas visavam atrai-lo para a emboscada fatal.
 
O aparelho em poder da polícia ajudará a identificar o autor das ligações, e que é o principal suspeito de planejar o homicídio, cuja motivação ainda não foi apurada pela polícia.
 
MORTE