Abqueila Raupp tinha 35 anos e passou 4 meses em UTI


Morreu nesta sexta feira (01), a advogada Abqueila Raupp, 35 anos, após ter ficado mais de 04 meses internada em uma UTI respirando com ajuda de aparelhos em Varginha – MG. Abqueila era casada com um policial federal, Altino Ramalho Braga Júnior, 48 anos, atualmente aposentado, que é apontado pela polícia como sendo a pessoa que induzia a esposa ao suicídio, obrigando-a a tomar fortes medicamentos antidepressivos.

A história dos dois começou em Rondônia, onde eles se conheceram na cidade de Ji-Paraná. Lá, Júnior trabalhava na delegacia da PF (Polícia Federal) e Abqueila estudava direito. De acordo com a mãe da vítima, aos poucos, ela foi descobrindo que o marido era muito ciumento e desde então, começou a sofrer agressões que chegavam a deixar visíveis hematomas, entre eles, coronhadas de revólver na cabeça e socos no rosto.

Para evitar que a esposa mantivesse contato com os familiares, o policial federal pediu transferência para delegacia da cidade mineira de Varginha, que fica localizada a aproximadamente 3.000 km de Ji-Paraná.

A situação ficou pior a partir de novembro de 2015, quando Altino Ramalho Braga Júnior começou a suspeitar que estava sendo traído e passou a ameaçar um amigo de Abqueila de morte, alegando que ele era o pivô do termino de seu casamento.

Abqueila conseguiu enviar a mensagem para sua mãe, que residia em Porto Velho, com um pedido de socorro alegando que não suportava a situação em que estava vivendo. Quando a mãe da advogada chegou em Varginha, encontrou sua filha totalmente dopada com uma arma em cima de uma mesa, como se estivesse tentando suicídio. A mãe encaminhou a filha em estado gravíssimo para o hospital, após ela ter ingerido uma alta dose de insulina.

Mesmo dopada, Abqueila falou na frente de sua mãe por duas vezes, “Está contente Júnior, por ter acabado com a minha vida”. O policial federal aposentado foi preso preventivamente três meses após a esposa ter dado entrada no hospital e, além de responder por feminicídio, ele possui outros processos em aberto e também é investigado por desvio de conduta na polícia federal.

Abqueila não resistiu a faleceu nesta sexta feira (01), após ter passado mais de 04 meses lutando pela vida em uma UTI em Varginha – MG. O corpo da advogada foi traslado para Rondônia e velado na Câmara de Vereadores do município de Cacoal.