Cidade foi alvo de ataques extremistas ontem
Falando de Paris, através do bate-papo do Facebook, a advogada vilhenense Liliane Campolin Monclaire descreveu o clima de pânico na capital francesa, que ontem sofreu uma série de ataques. O grupo extremista Estado Islâmico assumiu a autoria dos atentados, que mataram mais de 150 pessoas, segundo a contabilidade atual.
Filha do engenheiro agrônomo Sidnei Campolin, que morou em Vilhena por muitos anos, onde chefiou a Emater e lecionou na escola Marechal Rondon, Liliane está no país europeu há cinco anos. É casada com o cientista político, brasilianista e professor da universidade de Sorbonne, Stephane Monclaire, com quem tem um bebê de 1 ano e meio.
A vilhenense diz que, após as ações terroristas, “estamos ainda um pouco perturbados com tudo que está acontecendo. É uma sucessão de acontecimentos. Temos que entender que estes ataques não visam só a França, mas também os Estados Unidos, em represália contra os ataques à Siria ocorridos nesta sexta-feira”.
Sobre a possibilidade de retornar ao Brasil para fugir da violência na capital francesa, Liliane é categórica: “Não mudarei de cidade por causa disso. Sei que se trata de atos reprováveis, mas a violência no Brasil é bem maior. A probabilidade de morrer por causa de um ataque terrorista em Paris é bem menor do que pela violência nas ruas nas grandes capitais brasileiras. No entanto, temos planos de voltar ao Brasil sim, mas não agora”.
Quanto ao clima na cidade após os sangrentos episódios, a advogada diz que o sentimento é de medo entre os franceses. A vilhenense conta que “as autoridades deram instruções à população para que fique em casa. As ruas estão vazias, as pessoas preferem ficar em algum tipo de abrigo, locais que dificilmente seriam atacados”.
Comentando os próprios atentados, Liliane desabafa: “O que aconteceu ontem repugna a opinião publica. É a barbárie, a intenção de causar terror, e de mostrar ao ocidente de que eles estão por toda parte pelo mundo e podem atacar a qualquer momento, sob a ordem de DAESH, grupo que também reivindicou a autoria dos ataques”.