Josafá recebeu depósitos com cheques da Projetus
Um mês atrás, o advogado Josafá Lopes Bezerra, diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) em Vilhena sentou-se diante do delegado da Polícia Federal, Flori Cordeiro, e foi confrontado com a pergunta: “Você tem alguma relação comercial com Projetus Engenharia?”
A firma mencionada executa obras com recursos federais no município e é uma das investigadas na Operação Sitgma, deflagrada pela própria PF para investigar o desvio de verbas na prefeitura. O escritório da companhia sofreu uma batida de agentes federais deve ser indiciada no esquema.
Josafá respondeu à autoridade que não mantinha negócios com a Projetus, mas foi confrontado com transferências bancárias, feitas com cheques da empresa em sua conta pessoal. Em entrevista ao site Extra de Rondônia, o procurador da República em Vilhena, Daniel Azeved Lôbo, confirmou que as transações bancárias envolvendo o diretor do SAAE o elevam da condição de suspeito para a de investigado.
O próprio Lopes ligou para o FOLHA DO SUL ON LINE e deu sua versão. Ele apresentou os mesmos documentos já protocolados na PF e que, segundo avalia, atestariam sua inocência quanto à suspeita de desvio de recursos públicos.
Josafá explicou que, em novembro de 2011, contraiu empréstimo de 100 mil reais junto ao empresário Moacir Crocetta. O dinheiro seria utilizado para arrematar um imóvel na cidade de Chupinguaia, e que estaria sendo vendido num leilão da Justiça Federal.
Ao fazer as Transferências Eletrônicas Disponíveis (TEDs) para a conta do advogado, Crocetta teria usado na transação financeira, cheques da empresa Projetus, nos seguintes valores: R$ 59. 985,00 e 4.985,00. Outros R$ 35 mil, também em cheques, teriam sido depositados para Josafá, perfazendo os R$ 100 mil do enmpréstimo.
Lopes também mostra extratos que provam a devolução do empréstimo, quatro meses depois, e explica a movimentação: “O negócio do leilão não deu certo e eu restituí o valor que havia tomado como empréstimo. Está tudo documentado e não houve qualquer irregularidade ou desvio de recursos”.
O advogado disse estranhar o fato de um banco como o Basa, que realizou as transferências, aceitar cheques neste tipo de operação. “Nunca tinha visto isso. De qualquer forma, prestei os esclarecimentos sobre o caso, comprovando com documentos que nunca recebi dinheiro público. As quantias que peguei por empréstimo, e que foram legais, acabaram devolvidas, como mostram os documentos”.
Clique nos links abaixo e veja, um a um, os documentos usados pelo acusado em sua defesa.