Os advogados Orestes Muniz e Hélio Vieira, de Rondônia, e Luís Felipe Belmonte, de Brasília (DF), vão dividir uma bolada de R$ 18 milhões em honorários pela defesa dos filiados ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Rondônia (Sintero). Eles venceram uma ação trabalhista impetrada em 1989 contra a União por conta de diferenças salariais. Em Vilhena, o Sintero acredita que pelo menos 35 servidores serão beneficiados.

Ontem, a juíza federal do Trabalho Isabel Carla de Moura Piacentini (FOTO) assinou alvará judicial endereçado à Superintendência do Banco do Brasil em Rondônia determinando o imediato pagamento de um precatório no valor de R$ 96,2 milhões devidos a 1.085 técnicos administrativos da Educação em Rondônia, prejudicados pela União ao serem excluídos do reenquadramento de carreira previsto pela chamda Lei Calmon, naquele ano.

Dos R$ 96,2 milhões, no entanto, R$ 18 serão pagos como honoráios aos três advogados. Orestes Muniz, ex-deputado federal, ex-vice-governador e ex-presidente da OAB/RO, é acionista da Dydio Refrigerantes, e Hélio Vieira é o atual presidente da OAB.

Luis Felipe Belmonte é um notório advogado de Brasília, com grandes interesses em Rondônia, principalmente em relação aos envolvidos com o contrabando de diamantes na Terra Indígena Roosevelt, ocupada pelos índios Cinta-Largas, na fronteira entre Pimenta Bueno e Vilhena.