Num apartamento de dois dormitórios, localizado no bairro Glebas Califórnia, funciona (até onde se sabe!) o único fã-clube dedicado ao emblemático e milionário apresentador de televisão Silvio Santos. O impressionante acervo inclui centenas de fotografias, pôsteres, livros, revistas, jornais, discos e uma série de itens de memorabília que evocam o comunicador que, goste ou não, a partir dos anos 60 transformou o domingo da família brasileira.
O santuário em homenagem ao empresário e dono do SBT - que num passado bem distante já foi camelô - foi criado pelo agente funerário Djalma Schiavi, 45 anos. Ele é o idealizador e diretor do pioneiro “Fã-clube do Silvio Santos”. “Ele é registrado em cartório desde 2001, tem CNPJ e tudo mais. Não é de fundo de quintal, não!”, avisa o fundador, que dirige o local juntamente com a esposa Dagmar Correr Schiavi, que atua como secretária, e amiga Júnia Gardenal Detoni, que é vice-presidente.
O fã-clube possui cerca de 500 associados de todo o Brasil. E de acordo com o seu presidente recebe uma média de 300 a 400 visitantes por mês.
Schiavi - que tem até o nome Silvio Santos cravado numa tatuagem em seu braço - diz que tem admiração pelo apresentador desde que era criança, quando não perdia uma exibição do programa Domingo no Parque.
Mas o surgimento do fã-clube, no entanto, está ligado a um momento dramático: quando Silvio Santos foi vítima de sequestro, em 2001, caso que ganhou destaque e ampla cobertura nos meios de comunicação.
Na ocasião, Schiavi saiu de Piracicaba e foi de táxi até a frente da casa do apresentador, no bairo do Morumbi, em São Paulo. “Fui prestar apoio moral, como fã”, conta. A corrida do táxi custou R$ 180, sendo que na época ele ganhava um salário de R$ 1.500. O fã deu entrevistas e ganhou notoriedade. E a partir daí decidiu criar a fã-clube.