Mandados estão sendo cumpridos por quatro equipes
Conforme anunciado em primeira mão ontem pelo FOLHA DO SUL ON LINE, quatro equipes de agentes da Polícia Federal estão realizando buscas na cidade na manhã desta quinta-feira, 03. Um dos locais onde documentos estão sendo recolhidos é a casa do jornalista Luís Serafim, ex-secretário municipal de Comunicação, de onde teriam “sumido” cerca de R$ 600 mil. O comunicador não chegou a ser preso, mas pode acabar se complicando, caso continue se negando a revelar à PF a quem foi entregue o dinheiro.
Além da batida na residência de Serafim, três equipes da PF foram enviadas à prefeitura, onde estão neste momento. Buscas serão feitas na própria Semcom, na tentativa de encontrar contratos de divulgação de mídia. Também serão procurados documentos na Controladoria e na Secretaria Municipal de Administração.
De acordo com uma fonte da PF, ao contrário do que afirmou em seu depoimento, Serafim não ficou com o dinheiro que seria investido em campanhas institucionais veiculadas nos órgãos de imprensa. A polícia acredita que os recursos teriam sido usados para pagar várias pessoas e veículos de comunicação, o que deve ser confirmado com o rastreamento dos cheques emitidos em nome dos que receberam a verba.
Conforme as apurações da PF, para remunerar veículos e profissionais, teria sido aberto um processo “paralelo” pela própria Semcom, utilizando como agência no jornal Correio de Notícias, num momento em que o dono do veículo, Afonso Locks, já teria morrido.
O delegado federal Flori Cordeiro, que comanda as investigações sobre desvios na prefeitura de Vilhena, acredita que chegará aos beneficiários do procedimento ilegal. E aí, quem não colaborar pode ser acusado de partícipe na ilegalidade.