Caribenhos foram contratados por frigorífico 

Há quase um ano, a pequena Chupinguaia convive com um grupo de haitianos que desembarcaram na cidade para trabalhar no frigorífico Marfrig. Os 22 trabalhadores caribenhos foram recrutados no Acre pela própria indústria, que no mês passado paralisou suas atividades, mas anunciou esta semana que vai voltar a abater bois.
Os haitianos são pacíficos, segundo os chupinguaienses, mas se dividem em dois grupos: os evangélicos, que circulam pelas ruas com suas Bíblias escritas em francês, e os que gostam de bebidas e diversão, com fones nos ouvidos, escutando músicas caribenhas.
Um morador de Chupinguaia, que tem conversado com os estrangeiros, disse que alguns têm boa formação escolar. Todos enviam para as famílias que deixaram no Haiti uma parte do salário que recebem. 
Considerados pelo contratante mais produtivos que os brasileiros que atuam nas mesmas funções, eles moram num hotel da cidade e, apesar de alegres, não se envolvem em brigas, como é comum entre trabalhadores braçais, que já renderam a “Capital do Boi” a fama de município violento.
Recentemente, uma equipe da TV Vilhena, afiliada da Rede Globo, esteve na cidade, noticiando os impactos do fechamento do Marfrig na economia local. Assista abaixo o vídeo com a reportagem.