Um dos oito detentos que escaparam do presídio de Vilhena na semana passada (terça-feira, 23) será levado a júri popular no Fórum local por um homicídio praticado em 2010. O foragido Claiton Julian da Silva, 24 anos, será julgado (provavelmente à revelia, se não for recapturado) pela morte do agente funerário Julio Cesar Matias, na época com 24 anos. O crime aconteceu no bairro Embratel, na periferia de Vilhena. A vítima foi baleada na cabeça e morreu ao dar entrada no Hospital Regional.
Claiton foi intimado no dia 30 de abril deste ano, quando assinou o documento judicial no qual se comprometia a comparecer ao Fórum no dia 02 de junho, quando se sentará no banco dos réus. O oficial de justiça lhe entregou a citação no próprio presídio de onde ele fugiu.
Além desse crime, Claiton responde por vários outros, incluindo roubos e tentativa de assassinato. O jovem chegou a ser apontado como um dos participantes de outro um crime que chocou a cidade também em 2010: dois jovens foram baleados num setor de chácaras da cidade, e um morreu, enquanto o outro está hoje em estado vegetativo.
Apesar das suspeitas, no entanto, o acusado acabou nem sendo levado a júri pelo homicídio e a tentativa. Já o rapaz que o acompanhava e que também estava junto com ele na morte do agente funerário, identificado como Júlio César Almeida Soares, foi sentenciado a 22 anos de cadeia.
Assim como Claiton, Júlio César está foragido. Ele conseguiu deixar a Casa de Detenção de Vilhena em, usando uma estratégia ousada: no momento em que um oficial de justiça chegava ao estabelecimento pena com um alvará de soltura, ele se identificou com o beneficiado para decisão judicial e deixou o cárcere aproveitando-se da falha no procedimento que deveria verificar o nome correto do apenado a ser libertado.
O criminoso acabou preso novamente por roubo a mão armada em Pontes e Lacerda (MT), mas conseguiu escapar também da cadeia daquela cidade.