Paralisação foi iniciada na segunda-feira, 17

Na manhã da última quinta-feira, 20, alunos do campus Vilhena do IFRO aderiram à paralisação dos professores e técnicos da instituição, que começou na cidade na segunda-feira, 17. Não se trata da primeira greve ocorrida na entidade, que existe há cinco anos na cidade, mas é a primeira vez que os estudantes se tornam participantes ativos do processo, com reivindicações próprias e manifestando apoio à paralisação, através da organização de um movimento estudantil e de assembléias e manifestações.
Os institutos federais de ensino já estão em greve no país: são 227 unidades em 24 Estados, e dois campi em Rondônia, o de Vilhena e o de Porto Velho, já aderiram. As reivindicações são de ordem nacional: reajuste salarial para professores e técnicos e melhora na assistência estudantil, além de maiores oportunidades de capacitação profissional para os técnicos. O movimento também quer discutir os recentes cortes orçamentários que afetaram as verbas dos institutos e levar ao MEC a proposta de destinar 10% do PIB para a educação, entre outras reivindicações, mostradas em panfletos e documentos protocolados pelos discentes e docentes.
Alunos que se deslocam até a instituição de ônibus não puderam comparecer, pois os veículos não passaram nos bairros e, quando se inicia paralisação, eles paralisam também, pois é inviável buscarem poucos alunos para as aulas que ainda acontecem no campus, ministradas por professores emergenciais, que não podem aderir ao movimento grevista. A pressão dos alunos surtiu efeito e, no mesmo dia, o calendário acadêmico do IFRO Vilhena foi suspenso até segunda ordem. Mais informações sobre a greve podem ser conferidas na página 3 da edição da FOLHA DO SUL impressa, que circula a partir deste sábado.