Júnior Pintor negou que tenha feito denúncias

O microempresário Júnior Pintor procurou o FOLHA DO SUL ON LINE na manhã desta sexta-feira, 11, para fazer um desabafo. Ele contou ter sido informado por um amigo com acesso o mundo policial da cidade, que “pessoas da prefeitura” estariam armando uma jogada para incriminá-lo.
Conforme Júnior, servidores municipais estariam irritados com o fato de ele ter confirmado a delação premiada de um empresário, feita na Polícia Federal, denunciando um suposto esquema de corrupção na prefeitura, e preparando a vingança. “Mas eu não acusei ninguém. Fui chamado pela PF e apenas confirmei aquilo que havia ouvido do empresário”.
O pintor diz que amigos lhe alertaram que os autores da armação estariam planejando colocar drogas em seu carro e associá-lo ao tráfico. “Moro em Vilhena desde 1996 e todo mundo sabe que sempre trabalhei honestamente. São várias as empresas que contrataram os meus serviços e podem atestar que não são bandido”.
Para se prevenir de eventuais problemas, Júnior levou a informação ao MPF e pediu providências. Ele fez questão de explicar que não tem nada contra o prefeito Zé Rover ou qualquer pessoa de sua equipe. “Eu agi como cidadão. Não apontei desvios, porque isso é papel da Polícia Federal. Só contei o que sabia”.

A DELAÇÃO

O autor da delação, da qual o pintor foi testemunha, é de um empresário da construção civil. O delator denunciou que teria sofrido ameaças, o que resultou na prisão de secretários municipais e de pessoas influentes na cidade.

AUTORIDADES

Júnior elogiou o trabalho da PF e do MPF na cidade, nos quais diz confiar, mesmo estando ele próprio sob ameaças. “Essas duas instituições vão moralizar Vilhena. Depois da ação delas, muita gente vai descobrir que praticar corrupção é uma coisa que não vale a pena”.