Jacier diz que apenas apoiou delator
 
Responsável pelo estopim que detonou a crise política que consome Vilhena há seis meses, o vice-prefeito Jacier Dias (PSC) evitar falar sobre o assunto. Hoje mesmo, o FOLHA DO SUL ON LINE tentou entrevistá-lo sobre as ações da Polícia Federal, que já renderam a prisão de secretários municipais e a abertura de uma CPI contra o prefeito Zé Rover (PP), mas Dias repete a estratégia mantida desde que rompeu com o antigo parceiro: silêncio total.
O site, no entanto, ouviu pessoas próximas ao vice, que confirmaram: são várias as ameaças veladas que, todos os dias, chegam até ele. Uma das  fontes também confirma uma tentativa de agressão contra o vice que, dias atrás, foi atacado no paço municipal pela familiar de um dos presos pela PF. Um ataque só não descambou para a agressão física porque servidores conseguiram controlar a pessoa.
O que Jacier sempre confirmou é: não partiram dele as denúncias que deflagraram as investigações sobre o esquema de corrupção na prefeitura. Dias alega que sua participação se limitou a prestar apoio para que o primeiro delator, funcionário da Secretaria Municipal de Saúde, assinasse “colaboração premiada na PF”, através da qual revelou a engrenagem da corrupção.
O amigo do vice-prefeito diz que ele não adotou nenhuma medida de segurança contra as ameaças. “Obviamente que ele fica apreensivo, afinal, são vários os boatos de que estão ‘armando para pegá-lo... Mas medo ele não tem!”, garante o entrevistado.