O anúncio do cancelamento do carnaval popular promovido regularmente pela prefeitura de Vilhena está sendo explicado pelas autoridades municipais como medida visando levar a comunidade a refletir acerca da violência que assola a cidade. A decisão do prefeito Rover (PP) se deve ao fato de ocorrências graves que aconteceram nas últimas festas de grande vulto promovidas por agentes culturais ligados ao Município, que no carnaval do ano passado resultaram em um homicídio, fato que se repetiu no réveillon realizado há poucos dias. “Não se trata de punição ou castigo, mas sim um ato que proporcionará a todos os vilhenenses oportunidade para refletir sobre a questão”, comentou na manhã da terça-feira, 13, um dos assessores do prefeito.
De acordo com a fonte, o prefeito está enlutado diante dos episódios, e o assassinato que marcou o início de 2015 precisa ser tomado como o momento em que se estabelece uma mudança de postura da comunidade. “As festas populares tem como cunho exclusivo dar ao povo diversão e alegria, e não se tornar chance para que um ou outro possa levar a cabo instintos de brutalidade ou agressão. O município não pode ser vetor de brechas que levem a ocorrência de fatos dramáticos como os que têm acontecido nos eventos de maior porte”, argumentou a fonte.
Por outro lado a expectativa do prefeito é que seu ato não seja considerado um “castigo” ou “represália”. No ponto de vista das autoridades, trata-se de medida preventiva que vai permitir a todos segurança e tranquilidade no período das festas de Momo, poupando as famílias vilhenenses da preocupação com o que pode acontecer com aqueles que porventura se aventurassem a ir às ruas no carnaval com o único objetivo de se divertir e na verdade não passassem de potenciais alvos de ações violentas.
Com exceção deste caso, o restante da agenda cultural prevista para execução este ano está mantida pelo município.
REAÇÕES
Pelas redes sociais, houve quem aplaudisse, mas também quem criticasse a decisão de cancelar a folia. Para alguns, a justificativa apresentada (a violência) não faz sentido, já que comércios são assaltados quase todos os dias e continuam funcionando.