Segundo Samuel Costa, ex-senadora Fátima Cleide concorrerá a deputada estadual
 
O advogado Samuel Costa, filiado à Rede Sustentabilidade, visitou na manhã desta quinta-feira, 30, a redação do FOLHA DO SUL ON LINE, em Vilhena, para falar sobre as movimentações políticas que antecedem as eleições de 2026.
 
Aos 35 anos e filiado à Rede Sustentabilidade, o pré-candidato a governador articula com um grupo formado por nove partidos de centro-esquerda, batizado de “Caminhada da Esperança”, a disputa, de forma unificada, do Palácio Rio Madeira, sede do governo rondoniense.
 
Segundo Costa, a aliança que reúne Rede, PT, PCdoB, MDB, PSOL, PV, PDT, PSB e Cidadania, busca fortalecer o campo progressista em Rondônia e reconquistar espaços perdidos nos últimos pleitos. “O último deputado federal que elegemos foi o médico Mauro Nazif, do PSB. Desde 2018, não tivemos mais nenhum congressista progressista. Queremos mudar esse cenário”, declarou.
 
Durante a entrevista, o advogado revelou detalhes das articulações políticas em curso. De acordo com ele, o senador Confúcio Moura (MDB) deve disputar a reeleição, enquanto a ex-senadora Fátima Cleide (PT) se prepara para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa de Rondônia. Já a segunda vaga ao Senado no grupo é pleiteada pela ativista indígena Neidinha Suruí, também da Rede.
 
Samuel Costa mira alto: além de tentar chegar ao segundo turno na disputa pelo Governo de Rondônia, ele e seu grupo querem eleger dois deputados federais e ampliar a presença da esquerda na Assembleia Legislativa, passando de uma para quatro cadeiras na Casa.
 
Costa enfatizou que a “Caminhada da Esperança” pretende se apresentar como uma alternativa viável para o eleitorado rondoniense. “Não é apenas uma aliança eleitoral, mas um pacto por um novo modelo de desenvolvimento, com sustentabilidade, inclusão e respeito à diversidade”, afirmou.
 
O pré-candidato deve intensificar, nas próximas semanas, uma série de encontros regionais com lideranças políticas, movimentos sociais e representantes de diferentes segmentos econômicos, com o objetivo de consolidar o programa de governo e definir os nomes que irão compor a chapa majoritária.
 
Com o cenário eleitoral de 2026 ainda em formação, a união de nove siglas em torno do nome de Samuel Costa sinaliza, segundo ele próprio, “um movimento inédito na política recente de Rondônia, e que deve mexer no tabuleiro político do Estado”.