Equipamento agrícola teria sido danificado

O Ministério Público de Vilhena denunciou à Justiça, pedindo inclusive a condenação criminal de um servidor do município, o sumiço de 17 aparelhos de ar condicionado e uma espalhadeira de calcário, que estavam guardados no almoxarifado central da prefeitura.
O MP ouviu vários servidores no curso da apuração do que se configura como prática de vários crimes, incluindo enriquecimento ilícito. O sumiço dos bens, que juntos chegam ao valor de R$ 39 mil, aconteceu em 2012, e só em 2014 abriu-se um procedimento administrativo para apurar o caso.
O responsável pelo local onde as mercadorias supostamente desviadas estavam armazenadas é o servidor Jorge Arthur Rickli Deflon, que ocupava o cargo de Gerente de Patrimônio e Almoxarifado.
Nas apurações iniciais, o MP já pediu a exoneração de Jorjão, alegando que ele teve responsabilidade direta na perda do patrimônio público. Ele, inclusive, teria admitido o uso e a danificação do equipamento agrícola adquirido pela Secretaria Municipal de Agricultura.
Já os aparelhos de ar condicionado, comprados com verba da Secretaria Municipal de Saúde, seriam instalados no Hospital Regional de Vilhena. Deles, no entanto, apenas três foram localizados e efetivamente estão em funcionamento na unidade de saúde.

ENTENDA O CASO

O sumiço dos condicionadores, que eram novos,  ainda em suas respectivas caixas, foi descoberto ainda em 2012, quando um funcionário do Regional chegou para buscá-los e não os encontrou no almoxarifado.
A situação começou a ficar estranha quando a responsável por fazer o tombamento (afixar placas de metal indicando se tratar de bem público, com o devido registro documental do patrimônio), não encontrou os equipamentos.
Na sindicância que apura o caso, ela disse que procurou o chefe (Jorge) para que ele apontasse onde estavam os aparelhos. Rickli teria desconversado e prometido providenciar a assinatura de quem havia feito a retirada.
O tempo passou sem que a situação se resolvesse e, então, a servidora Ângela Schmitz Souza resolveu ir pessoalmente colher a assinatura do diretor do Hospital Regional, Adilson Vieira Rodrigues, para onde os condicionadores de ar teriam ido. Vieira se recusou a assinar o documento, alegando que não havia retirado, nem recebido os bens. E aí a coisa se agravou...
Semus e Semagri fizeram denúncias na Secretaria de Administração para tentar recuperar os bens desaparecidos, mas o fato é que Jorjão, apesar das tentativas de ser ouvido, jamais se manifestou formalmente sobre a situação. Admitiu apenas o extravio da espalhadeira de calcário, sem dar maiores detalhes, mas até o momento, o equipamento não foi reposto e nem apareceu, ainda que com avarias, como alega o servidor, que admitiu tê-lo danificado.

EXONERAÇÃO

Diante das evidências de que o subalterno, um dos seus mais próximos colaboradores, teria sido no mínimo negligente, o prefeito Zé Rover assinou a exoneração de Jorjão. Mesmo atendendo à recomendação do MP, que pediu ainda a indisponibilidade dos bens do acusado, o mandatário não evitará que a ação contra Rickli continue correndo nas esferas civil e criminal.