Anunciada recentemente, a privatização da BR 174/364, entre Vilhena e Cuiabá (MT), deve “sangrar” ainda mais a população do Cone Sul de Rondônia, que já paga um dos pedágios mais caros do país, ao percorrer o trecho de cerca 700 km até Porto Velho (ENTENDA AQUI).


Recentemente, o FOLHA DO SUL ON LINE publicou detalhes da decisão tomada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que prevê a entrega, por 30 anos, da principal rodovia de Rondônia à iniciativa privada (CONFIRA AQUI).


O FOLHA DO SUL ON LINE acaba de ter acesso ao documento que traz o detalhe “cruel” para os moradores da região próxima à divisa de Rondônia com Mato Grosso, e que delimita quatro segmentos da concessão.


O primeiro trecho “pedagiado” vai do entroncamento com a BR-435, em Vilhena, até a divisa entre Rondônia e Mato Grosso, pela BR-364. Da divisa, a mesma rodovia segue até o entroncamento com a MT-235, em Sapezal (MT). O terceiro trecho percorre a BR-174, de Comodoro a Cáceres, ambas em Mato Grosso. O último segue pela BR-070, de Cáceres até o entroncamento com a BR-163/364, no acesso a Cuiabá.


Isso significa que todas as outras cidades da região, que têm Vilhena como polo, passarão a ter que passar pelas nova praça de pedágio, que deverá ser instalada justamente no trecho próximo ao trevo de acesso a Colorado do Oeste, no entroncamento com a BR 435.


Até o momento, apesar da gritaria nas redes sociais e em programas eleitorais contra os pedágios já em vigor, nenhum dos políticos locais (alguns disputando a eleição deste ano) se manifestou para tentar impedir as novas cobranças enquanto ainda dá tempo.