Trevo não é iluminado e facilita acidentes noturnos

No momento em que esta matéria estava sendo escrita (às 9h25 da manhã desta sexta, 04), o corpo de um jovem policial civil era velado na Capela Mortuária de Cerejeiras. Willian Oliveira Araújo morreu no início da noite desta quinta, 03, quando se chocou, pilotando uma moto, contra a rotatória na BR-435, vindo de Pimenteiras, rumo à Cerejeiras. O policial estava com a namorada na garupa, mas a moça sobreviveu ao acidente. Lembre aqui.

A rotatória fica a 15 quilômetros da área urbana cerejeirense, onde a rodovia faz uma bifurcação para as cidades de Corumbiara e Pimenteiras.

O problema, no entanto, é que o trevo raramente tem iluminação instalada. O local é escuro e, quando o condutor de qualquer veículo automotor percebe, já está em cima da “roda” de concreto no meio da rotatória.

Por causa desta escuridão – aliados a outros fatores, é verdade – a rotatória tem provocado acidentes, alguns deles fatais.

Após a morte do policial civil nesta semana, a revolta popular contra a escuridão no “trevo da morte” se levantou em Cerejeiras. Por redes sociais, por aplicativos de celular e de boca a boca um dos assuntos principais é a condição rotatória.

Uma professora, por meio de um grupo de WhastApp de educadores de Cerejeiras, chegou a dar a ideia de se fazer um abaixo-assinado pedindo a iluminação do trevo.

Até mesmo um empresário de Cerejeiras enviou, para vários políticos do Estado, também por WhatsApp, um link da matéria do FOLHA DO SUL ON LINE sobre o acidente que matou o policial civil, acompanhado da seguinte frase: “Até quando vai morrer gente nesta rotatória?”

O policial civil morto no acidente tinha 28 anos, era pai de uma menina de 5 anos e sonhava em ser médico. Mas a rotatória da morte o separou da filha e do sonho. E é nesse tipo de tragédia que a revolta popular em Cerejeiras quer por um fim.