Antes de ações da PF, “tropa de choque” barrava pedidos
Na concorrida sessão desta terça-feira, 18, da Câmara Municipal de Vilhena, quando os vereadores foram unânimes na decisão de instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias de irregularidades na administração Rover, foram aprovados também outros pontos da pauta do dia, mas que não foram notados devido à comoção que se seguiu ao sorteio dos membros da Comissão, que em nada agradou aos presentes.
Entre as matérias aprovadas nesta terça-feira quatro requerimentos propostos pela vereadora Maria José da Farmácia (PDT) foram aprovados. O de nº 017/2015 pede ao Executivo que encaminhe cópias dos projetos das reformas dos postos de saúde Leonardo Alves de Souza, Industrial, Liro Hoesel e Policlínica João Luis da Silva.
O segundo requerimento (nº 018/2015) cobra o Palácio dos Parecis os nomes dos médicos que atendem na rede pública municipal, especificando a especialização, carga horária de trabalho, remuneração, lotação, tipo de contrato, média de atendimento diário e a escala de plantão.
Também de autoria da vereadora, o requerimento nº 019/2015 exige o fornecimento da lista de todos os cargos efetivos, ocupantes de cargos comissionados, funções gratificadas e contratos por prazo determinado, com as respectivas lotações e remunerações.
Detalhe dos pedidos de Maria José: antes das investigações da Polícia Federal contra Rover, ela tinha todos os seus requerimentos barrados pela “tropa de choque do prefeito” na Câmara.
E por fim, a vereadora quer acesso às cópias de todos os contratos de locação de prédios alugados pela Prefeitura de Vilhena.
Em meio à confusão pela repulsa gerada quanto à escolha dos membros da CPI, o presidente do Legislativo Municipal, Junior Donadon (PMDB), colocou para apreciação dos seus pares Projeto de Lei nº 4.605/2015 que cria o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Vilhena (CODEVI), que foi aprovado por unanimidade. “A criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico é um passo importantíssimo para que o município tenha ferramentas que possibilitem a criação de um plano de desenvolvimento econômico e evite celeumas como a criada pela doação de um terreno a uma loja de departamentos”, disse Donadon quando apresentou o projeto.