Enquanto a ocorrência era registrada, apareceu um homem de 30 anos, afirmando que também teria sido vítima
 
Ontem, uma guarnição da Polícia Militar foi acionada e compareceu em uma empresa de “Consultoria e Investimentos” que funciona na região central de Vilhena, após receber denúncia sobre um possível crime de estelionato.
 
No local, os policiais ouviram o relato de um homem de 46 anos, que viu o anúncio da firma nas redes sociais e a procurou para comprar um carro no valor de R$ 30 mil. No dia 18 de junho, ele assinou contrato para adquirir o veículo.
 
Ficou acertado que o comprador pagaria R$ 4.800,00 adiantados e honraria as 80 parcelas de R$ 514,00 cada uma. A vítima efetuou a transferência do valor antecipado por meio de PIX para a conta bancária de uma das mulheres que o atenderam, ficando com uma via do contrato.
 
A mulher em cuja conta foi feita a transferência por PIX estabeleceu um prazo de 7 dias, durante o qual a empresa localizaria um veículo compatível com o que o comprador queria, e assim concluiria a negociação.
 
Porém, após vencer o prazo, mesmo com a vítima fazendo vários contatos com os responsáveis pela empresa, o veículo não foi entregue. No dia 29 do mês passado, uma familiar do comprador esteve na empresa e conversou com um representante da firma, ocasião em que gravou o diálogo entre eles.
 
Ontem, durante o registro da ocorrência, a vítima manteve contato com um homem que dizia representar a firma, na qual estaria trabalhando havia 4 meses. A guarnição policial também conversou com o suposto representante, que demonstrou desconhecimento acerca de seus próprios dados pessoais, do CNPJ da empresa e dos detalhes do contrato firmado com a vítima, não conseguindo prestar esclarecimentos coerentes sobre a atividade exercida pelo empreendimento, circunstância que reforçou a suspeita de golpe.
 
No decorrer da conversa, o suspeito pediu o CPF do comprador e, instantes depois, a quantia de R$ 4.800,00 foi integralmente restituída a sua conta bancária junto à Caixa Econômica Federal, por meio do CNPJ em nome de uma mulher.
 
Depois desta transação financeira, os policiais descobriram que o suposto representante estava usando nome falso. A familiar do comprador denunciante recebeu de um homem de 30 anos a informação de que a tal consultoria estaria utilizando os dados pessoais dos interessados para financiar veículos em concessionárias no Estado de Mato Grosso. Esse mesmo personagem ainda se colocou à disposição para prestar todas as informações que as vítimas precisassem.
 
Diante das evidências do crime de estelionato, o falsário foi preso. Comutadores da empresa e o celular do acusado foram apreendidos e entregues na Unisp, mesmo com a devolução do pagamento que já tinha sido feito pela vítima.
 
Enquanto a ocorrência era registrada, apareceu um homem de 30 anos, afirmando que também teria sido vítima de estelionato praticado pela empresa de consultoria. Acrescentou que esteve na sede da firma, onde foi recepcionado pelo estelionatário, que estava utilizando nome falso.