Após reclamações na imprensa e manifestação na Câmara, a prefeitura de Vilhena resolveu reduzir o valor da taxa de coleta de lixo que já havia começado a cobrar em toda a cidade. Em alguns casos, a diminuição do valor foi drástica.

A decisão saiu após reunião do prefeito Zé Rover (PP) com oito dos dez vereadores, realizada na tarde desta terça-feira, 04. Os próprios parlamentares foram alvo de críticas após os consumidores receberem os talões de água com a nova contribuição obrigatória. Para alguns, o valor passava de R$ 100.

Com a redução, a cobrança pelo recolhimento dos detritos sólidos será feita da seguinte forma: em todos os bairros, com exceção do centro da cidade, os consumidores pagarão apenas uma taxa mensal, conforme o tamanho do imóvel. Exemplos: residências de 40 metros quadrados pagarão R$ 5,18; de 70 metros, R$ 7,59; de 100 metros, R$ 10,16 e de 150 metros, R$ 14,46.

O SAAE, autarquia que fornece água e também coleta o lixo, explica que será cobrada apenas uma taxa mensal, independente de quantas vezes o caminhão passar no bairro.

Já na região central, seguindo a mesma medida dos imóveis, serão cobradas duas taxas mensais dos consumidores: R$ 6,77, R$ 9,17, R$ 11,75 e R$ 16,00 cada uma. Na região de chácaras, a taxa mínima será de R$ 7,00.

 

Aposentados, pensionistas, deficientes físicos e igrejas podem ficar isentos da taxa, uma vez que está tramitando na Câmara de Vereadores um projeto de lei nesse sentido, mas a anistia valerá apenas para 2015. Empresas que já possuem coleta de lixo terceirizada têm que procurar o SAAE para que seus casos sejam analisados.

Terrenos baldios não pagarão a contribuição. Quem já pagou o talão deste mês será restituído e os consumidores que ainda não quitaram o débito devem ir ao SAAE para pegar a nova conta.

Em conversa com o FOLHA DO SUL ON LINE, por telefone, o diretor do SAAE, Josafá Bezerra, explicou que a redução dos valores só está sendo possível porque a prefeitura vai subsidiar parte do serviço. Ele revelou que, aplicando os novos valores, a entidade não conseguiria custear a coleta, o transporte e o armazenamento do lixo no aterro sanitário, como exige a nova legislação ambiental.