A arma usada no crime ainda não foi localizada, segundo o delegado
 
No início da tarde desta sexta-feira, 06, em entrevista coletiva na UNISP de Vilhena, os delegados Núbio Lopes de Oliveira (titular da Delegacia de Homicídios) e Fábio Campos (Regional) anunciaram que a jovem Ana Clara Messias Marquezini, de 18 anos, suspeita de envolvimento na morte de Carlos Pedro Garcia dos Santos Júnior, havia se entregado horas antes, após ter sua prisão temporária decretada pela justiça com o aval do MP. 
 
Ana, que havia sido namorada por mais de dois anos de “Juninho Laçador”, a vítima do crime investigado, e que resultou em sua prisão, vivia um relacionamento recente com Fellype Gabriel Campos da Silva, suspeito de ser o mandante do crime, e que já está preso. A jovem já havia sido ouvida anteriormente sobre o homicídio, mas na condição de testemunha.
 
Conforme o delegado, nos últimos dias surgiram novos indícios que implicaram no possível envolvimento da jovem com o crime. Um desses indícios, segundo o delegado, colocaria a garota numa cena relacionada ao local do crime.
 
“Surgiram indícios mais plausíveis, mais sólidos, que apontam para a participação de Ana naquele evento criminoso. Os detalhes da conduta de cada qual, obviamente, somente serão explicitadas ao final das investigações”, disse o delegado.
 
Conforme Lopes de Oliveira, os novos indícios levaram ao pedido de prisão temporária, que foi determinada pela Justiça ainda na noite de ontem. Hoje pela manhã, acompanhada por familiares, a Ana Clara se apresentou à polícia. “Essa ordem foi cumprida porque ela se entregou. Ela veio, inclusive, acompanhada de familiares, ou seja, a família não se subtraiu da responsabilidade com a lei, com a ordem judicial e com a seriedade da investigação criminal”, ponderou. 
 
Com os três suspeitos presos, a Delegacia de Homicídios de Vilhena continua as investigações para determinar o papel de cada um deles na ação criminosa, e também para esclarecer a motivação do crime que matou o jovem competidor e deixou outro rapaz em estado grave. “As investigações estão em pleno vapor e vão continuar”, disse o delegado. 
 
A arma usada no crime ainda não foi localizada, segundo o delegado, mas buscas pela pistola continuam sendo feitas pela equipe de investigadores que atuam no casdo.
 
Estão em poder da polícia alguns celulares apreendidos, inclusive o aparelho de Fellype, que foi apresentado à polícia pelo advogado dele. “Vamos representar pela quebra do sigilo desses aparelhos. Mas, tudo isso demanda tempo. Estamos ainda no começo dessa investigação”, disse Lopes de Oliveira.
 
SEM REDES SOCIAIS
Nas redes sociais, a jovem agora acusada tinha milhares de seguidores. Naquele ambiente, ela compartilhava sua rotina e, numa das publicações, anunciava que iria cursar faculdade de medicina em Vilhena.