“A pandemia prejudicou muito o ramo de transporte por aplicativo, porém, com o passar do tempo, as pessoas foram se acostumando com a nova realidade”
Um setor que sofreu e ainda não se recuperou 100% dos prejuízos causados pela crise sanitária da Covid-19 é o de transporte por aplicativo, que segundo profissionais da área atuantes em Vilhena, teve uma baixa de cerca de 60% no fluxo de viagens mensais nos primeiros meses de restrições da pandemia.
Apesar das adequações dos motoristas por aplicativo, conhecidos popularmente como “Ubers”, com relação ao uso de máscaras e álcool gel e da redução do número de passageiros por viagem, a diminuição do fluxo de pessoas nas ruas, principalmente o fechamento de bares, lanchonetes e casas noturnas nas primeiras semanas da fase 01 do decreto municipal, acabou causando grandes prejuízos para a categoria.
Alexssandro Gomes da Silva, que atua há dois anos no ramo e hoje atende pelo aplicativo Mob Luxo, afirma que a empresa não registrou nenhuma baixa no número de motoristas cadastrados por temor à contaminação, porém, as viagens reduziram drasticamente nos primeiros meses e somente nos dois últimos os clientes voltaram a aparecer, mas o fluxo ainda está longe de se equiparar ao anterior à pandemia.
Ainda de acordo com Alexssandro, algo que ajudou os motoristas a se manterem mesmo com a deficiência de passageiros, foram as entregas, uma vez que os serviços delivery duplicaram e os clientes já cadastrados que confiam no trabalho dos motoristas, acabaram requisitando o trabalho deles para receber as compras.
Apesar do fluxo de clientes estar se restabelecendo com o passar do tempo, com as pessoas perdendo o temor da contaminação, Alexssandro afirma que as famosas “rachadinhas”, que são as viagens com custo dividido pelos clientes, estão sendo evitadas para garantir a segurança de todos.
“A pandemia prejudicou muito o ramo de transporte por aplicativo, porém, com o passar do tempo, as pessoas foram se acostumando com a nova realidade e o fluxo de corridas está se restabelecendo, porém, ainda não estamos aceitando muitos passageiros por viagem e temos máscaras sobressalentes para o caso do cliente se esquecer ou não possuir”, afirmou o motorista.
Autor:
Leir Freitas
Fonte:
Imagem ilustrativa
Publicado em 23 de Outubro de 2020, às 08:51